A crise econômica e política que assola o Brasil e especialmente a situação em que se encontra o estado do Rio de Janeiro proporcionou a implementação e aprofundamento de investigações que possam elucidar a #Corrupção desencadeada no estado, principalmente sob o governo de Sérgio Cabral. Uma série de indícios e evidências levaram à cadeia o ex-governador fluminense. Ele era acusado também de disponibilizar dinheiro proveniente dos cofres públicos estaduais para angariar vantagens próprias e para familiares. Pode-se mencionar o episódio que ficou nacionalmente conhecido, em que o ex-governador presenteia sua esposa Adriana Ancelmo que estava aniversariando, com um anel de luxo, de valor equivalente a quase R$ 1 milhão.

Publicidade
Publicidade

As cifras astronômicas que foram divulgadas e que o envolveram em todo o esquema de corrupção assombraram a sociedade civil cario e brasileira. Todo o trabalho de investigação se tornou possível, a partir da Operação Calicute, da Polícia Federal, que se concretizou desde o mês de outubro do ano passado. A Calicute é um braço de investigação, da Operação Lava-Jato, que é comandada em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná.

Novas denúncias

Com as investigações a todo vapor, a força-tarefa da Polícia Federal recebeu informações preciosas que corroboram com as suspeitas. O ex-assessor e agora delator do esquema, Paulo Fernando Magalhães Pinto Gonçalves, costumava conviver e usufruir de boa festas e rodeado de milionários, assim como ele próprio, da mais alta elite carioca.

Publicidade

Paulinho, como era conhecido, tinha a fama de ser uma homem muito bem relacionado e prestativo. Segundo os investigadores, Paulo Magalhães havia se tornado, na verdade, um "laranja" do esquema com o papel de esconder toda a "montanha de propina" que seu amigo Cabral havia desviado dos cofres públicos do estado do Rio. Um dos mais claros exemplos, e a lancha imponente Manhattan, apreendida pela Polícia Federal.

Iate luxuoso

Ao firmar um acordo de delação premiada, Magalhães revelou que o iate avaliado em mais de R$ 53 milhões, registrado em nome de uma de suas empresas, ficava ancorado no Condomínio PortoBello. O estranho é que o empresário não possui nenhuma mansão na região, porém, Cabral sim. Outro dado inusitado é que o passeio de lancha de Sérgio Cabral ou de seus familiares, custava cerca de R$ 2.250. Para o coordenador da #Lava Jato no Rio, Lauro Coelho Junior, era uma forma de esconder a titularidade da embarcação de Sérgio Cabral, pois "você empresta a lancha e ainda paga pelo combustível?", questionou o procurador, em alusão à tentativa de se ocultar a propriedade da lancha. Sérgio Cabral nega que a embarcação seja sua. #Crise no Brasil