O ex-ministro da Justiça do governo Dilma Rousseff (2011-2016), José Eduardo Cardozo, dedicou, ao juiz curitibano de primeira instância, Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, parte da culpa pelo afastamento permanente da antiga mandatária da República.

Para Cardozo, a decisão de Moro de divulgar os áudios em que Dilma Rousseff conversava com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em março de 2016, um dia antes de sua confirmada posse como Ministro Chefe da Casa Civil, foram decisivas para o desenrolar do processo e seu desfecho: a votação na Câmara dos Deputados em 17 de abril de 2016, em que se deu a liberação do processo para o Senado, o afastamento temporário da petista em 12 de maio pelos senadores e sua retirada da Presidência da República, em 31 de agosto.

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Cardozo considera Moro uma pessoa preparada

Todavia, José Eduardo Cardozo considerou o juiz #Sergio Moro uma pessoa 'tecnicamente preparada'.

Para ele, algumas atitudes do juiz são questionáveis e ilegais. Cita como exemplo ainda os casos dos áudios. "Se não fossem ilegais, deveriam ter subido para o supremo em sigilo. Se fossem ilegais, deveriam ter sido incineradas. Moro não disse que envolviam indícios de irregularidades, então, se não envolviam, ele não poderia ter divulgado conversas privadas. Isso ofende claramente a lei, ofende claramente a Constituição", pontua Cardozo.

O ex-ministro da Justiça considera também o juiz Sergio Moro como peça fundamental no combate à corrupção no país, mas faz ressalvas de que há decisões dele que devem ser criteriosamente observadas e analisadas.

Opinião de José Eduardo Cardozo sobre Michel Temer, Lula e João Doria

Cardozo afirmou ainda que o governo do presidente Michel Temer é um desastre, por não ter mulheres, ter conservadores extremos e não seguir a linha de pensamento e atuação progressista que elegeu a chapa Dilma-Temer em 2014, com quase cinquenta e cinco milhões de votos.

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Para o ex-ministro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o candidato perfeito para a presidência da República em 2018, e uma figura extremamente capaz de unificar e esquerda.

Cardozo não opinou sobre o governo de João Doria, prefeito de São Paulo, onde atuará agora como procurador da cidade, cargo que assumiu em concurso em 1982, e se afastou em 1994 para se secretário, vereador, deputado e ministro. #José Eduardo Cardozo #Política