A ex-presidente da República, #Dilma Rousseff, falou nesta terça-feira (17) que a prisão do coordenador do #MTST, Guilherme Boulos, durante uma reintegração de posse em um terreno na zona leste de São Paulo, é inaceitável. A ex mandatária criticou a ação da Polícia Militar do Estado de São Paulo e disse que os movimentos sociais têm direito a livre manifestação.

Dilma também disse que o MTST deveria ter garantida a liberdade e os direitos sociais que a Constituição de 1988 assegurou a todos os cidadãos e movimentos. "A prisão do líder do MTST, Guilherme Boulos, é inaceitável. Os movimentos sociais devem ter garantidos a liberdade e os direitos sociais, claramente expressos na nossa Constituição cidadã, especialmente, o direito a livre manifestação", afirmou a ex-presidente.

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De acordo com informações do site "Brasil 247", Dilma teria dito que a reintegração de posse promovida pela Polícia Militar, que atualmente está sob as ordens do seu rival político no cenário federal, o governador Geraldo Alckmin, do PSDB, seria um retrocesso que o país vive atualmente. A presidente, deposta ano passado por crime de responsabilidade fiscal, mas absolvida das penas pelo próprio Senado Federal, teria dito que a a prisão do líder do MTST, Guilherme Boulos, seria, além de um retrocesso, um caminho pelo qual o Brasil não deveria seguir. Para Dilma, a ação feriu a democracia e os direitos do povo.

A ex-presidente ainda teria afirmado, segundo o portal "Brasil 247", que Guilherme Boulos estava defendendo uma solução favorável às famílias que vivem no local ocupado e conhecido como Vila Colonial, em São Paulo.

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O líder do movimento social teria sido #preso enquanto tentava promover diálogo entre as famílias do local, que permaneciam em uma área pertencente a Prefeitura de São Paulo, que agora está sob o comando do empresário e ex-apresentador João Dória.

Para desocupar o local, em que um total de 700 família estão ocupadas, a Polícia Militar utilizou bombas de gás lacrimogênio, balas de borracha e, segundo o portal "Brasil 247", "muita truculência".