O ex-senador Luiz Estevão que foi preso em março de 2016, ficará isolado no Complexo da Papuda por "falta disciplinar". A Justiça do Distrito Federal determinou essa ação devido ter encontrado em uma vistoria, produtos proibidos de serem utilizados na cadeia.

Entre os produtos encontrados, estão, chocolates importados, máquina e cápsulas de café e pacotes de macarrão. A defesa do ex-senador disse que os produtos achados não são relevantes e que não iriam comentar sobre a decisão da Justiça.

O que mais intriga a defesa de Luiz Estevão, é que ele foi transferido para uma ala em que se encontra um dos homens que planejaram o sequestro de sua filha.

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A defesa alega que o ex-senador está com a vida em risco. O sequestrador da filha de Estevão é o ex-tenente da Polícia Militar, Osmarinho Cardoso da Silva Filho, ele cumpre pena pelo sequestro que aconteceu em 1997.

Sabendo das circunstâncias, a juíza Leila Cury determinou que o complexo penitenciário terá que zelar pela integridade física dos dois detentos, medidas deverão ser tomadas para evitar contato entre os dois. O prazo que Estevão ficará de "castigo" no Pavilhão Disciplinar, é de dez dias.

Reforma e prisão

Luiz Estevão também foi protagonista da reforma de sua cela, o Ministério Público Federal acusou o ex-senador de utilizar uma empresa de fachada para fazer uma reforma. Com a cela diferenciada, Estevão teria um pouco mais de conforto.

O ex-senador cumpre pena desde março de 2016 juntamente com o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato.

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Os crimes que Estevão é acusado são de #Corrupção ativa, peculato, formação de quadrilha, estelionato e participação no caso do mensalão.

Com direito a duas horas de banho de sol por dia e visita de dez pessoas cadastradas, ele vive em uma cela de 21 metros quadrados, com uma cama de beliche e chuveiro quente. Antes de ser preso, o ex-senador já tinha consciência de que iria para a cadeia e andava com uma mala de roupas no carro, segundo ele iria utilizar a mala caso fosse preso durante o dia. #Prisão #Crime