A frase que diz que a “a vida é muito veloz, faz-nos ir do céu ao inferno numa questão de segundos”, mesmo que por uma coincidência, parece ter sido idealizada para a pessoa de Sérgio Cabral, ex-governador do Estado do Rio de Janeiro, que atualmente é mais um dos presidiários em Bangu, zona oeste carioca. Outro figurão fluminense, Jorge Picciani, presidente da Assembleia Legislativa do Estado, relatou que Cabral vive um verdadeiro quadro de desespero e tensão dentro do ambiente de sua minúscula cela. O mesmo Picciani revelou que o político carioca não toma banho já por dois dias, mediante o que ele pode constatar em diálogo com Cabral na última semana, no dia de visitação pública no presídio de Bangu.

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Não se sabe ao certo se o momento vivido pelo corrupto Sérgio Cabral é hilário, digno de pena, se a justiça está sendo executada ou ainda, se é um somatório de todos esses fatores. Fato é que o presidente da Assembléia Legislativa carioca reforçou que “ele (Cabral) estava abatido e desesperado, com grande medo de sofrer represálias dos presos em seu banho”.

O outrora “todo-poderoso” e auto-confiante ex-governador do Rio, mesmo sem tomar banho, parece ter mergulhado em um tonel repleto de humildade, já que ele simplesmente rogou pela ajuda de Picciani, para que este último falasse com o também controverso e não menos questionável politicamente, Luiz Fernando Pezão, que é o atual governador do Estado. O teor do diálogo era para que Pezão fornecesse um caminhão-pipa a fim de que a cadeia tivesse água em abundância, pois quando a água está sobrando no presídio, todos os detentos ficam bastante felizes, conforme declarações do próprio Cabral; entretanto, caso a água falte, ou seja simplesmente racionada, Sérgio Cabral se diz apavorado de ser molestado pelos criminosos.

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Tanto é assim, que o ex-parlamentar optou por não tomar mais banho até que o problema da água seja resolvido.

Outro ponto em comum que Cabral passa a ter com alguns representantes do povo trabalhador do Rio, é que ele está precisando tomar um remédio especial para pode suportar o “inferno” que está vivendo. Trata-se do fármaco de nome “Rivotril”, que é um tranquilizante de grande potência, o qual vem sendo fornecido a Cabral através dos visitantes que vão vê-lo.

Cabral foi parar atrás das grades devido à acusação de ter sido o principal chefe e articulador de um esquema criminoso de #Corrupção que limpou os cofres cariocas na bagatela de R$ 224 milhões, acusação esta movida pelo MPF - Ministério Público Federal, ou seja, se tornou rapidamente réu em dois processos penais originados das Operação Calicute e Lava Jato, conduzidas respectivamente pelos juízes Sérgio Moro e Marcelo Bretas. #Rio de Janeiro #Prisão