O filho do ministro #Teori Zavascki questionou, em sua página numa rede social, se uma possível sabotagem causou o acidente que matou seu pai e mais quatro pessoas na tarde de quinta-feira (19). Em outra publicação, Francisco Zavascki também lamentou a perda do pai e considerou falta de respeito as especulações sobre o substituto do cargo. "Gostaria de agradecer a todos pela força, mas respeitem a nossa dor", disse.

Os peritos começaram a trabalhar na manhã dessa sexta-feira (20) para investigar as possíveis causas do acidente. A procuradora da República, Cristina Nascimento de Melo, do Ministério Público Federal (MPF) em Angra dos Reis, decidiu pela abertura de um inquérito para acompanhar as investigações.

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A Polícia Federal também deve auxiliar no caso.

O avião, que partiu de São Paulo com destino a Angra dos Reis, mas que caiu em Paraty, levava cinco pessoas, entre elas o ministro Teori Zavascki. Três corpos, incluindo o do ministro, já foram resgatados pelo corpo de bombeiros e encaminhados para o Instituto Médico Legal de Angra.

De acordo com a ministra Carmen Lucia, o velório do ministro será em Porto Alegre. Tradicionalmente, os membros da Corte são velados no Salão Branco do #STF, porém, a mudança para a capital gaúcha foi um pedido da família de Zavascki, que reside na cidade.

Operação Lava Jato

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki homologaria, na próxima semana, 77 depoimentos de delação premiada de executivos da Odebrecht, que chegaram ao tribunal em dezembro do ano passado.

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Teori afirmou, na última entrevista que deu, que trabalharia durante o recesso para analisá-los. "Vamos trabalhar. Nós vamos seguir, não examinei o material, mas vamos seguir o que a lei manda. Em face dessa excepcionalidade, nós vamos trabalhar", disse o ministro.

Teori Zavascki decidiria se os depoimentos teriam validade jurídica ou não. O ministro poderia recusar os acordos se entendesse que os depoimentos não estão de acordo com a lei que normatiza as colaborações premiadas. Entre os depoimentos, está o de Marcelo Odebrecht, em que o empreiteiro citou nomes de políticos para quem ele fez doações de campanha que teriam origem ilícita.

A Ministra Carmen Lúcia deverá decidir se o andamento dos processos da operação #Lava Jato devem ser distribuídos para outros integrantes da Corte ou se serão herdados para o novo ministro, que deve ser nomeado pelo presidente Michel Temer, citado durante as delações. Entretanto, a presidente do Supremo Tribunal Federal disse que ainda não estudou a situação. “Não estudei nada por enquanto. A minha dor é humana, como eu tenho certeza é a dor de todo brasileiro por perder um juiz como esse", afirmou.