Clóvis #Smith Hays Júnior tem 28 anos, é arquiteto, homossexual e conservador. Sim, o paulistano vai na contramão do movimento gay, que se associa basicamente à esquerda, para andar ao lado de direitistas, pregar o conservadorismo e revoltar a comunidade LGBT.

“Eles perseguem justamente aqueles que eles dizem proteger. As maiores ameaças que eu recebi, segundo eles deveriam vir de onde, das organizações religiosas, mas não são delas que vêm. É da organização LGBT que vem a ameaça. Como pode isso? Atacar quem eles falam que protegem. Que democracia é essa, em que eu tenho que ficar pisando em ovos para ver o que eu vou falar? Eu tenho o direito de me expressar acima de qualquer coisa”, disse Smith Hays durante uma das manifestações realizadas antes do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

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“O Brasil tem que dizer de uma vez por todas na sua história: chega de socialismo, chega de comunismo. Esse partido (referindo-se ao PT) tem que entrar para a história como lixo”, discursou.

No Facebook, Smith Hays é seguido por mais de 40 mil pessoas e não cansa de causar polêmicas com opiniões fortes, contundentes e contrárias à grande parte dos integrantes do movimento gay brasileiro.

Em um passeio por sua página oficial dá para perceber o tom das postagens. Há críticas a Dilma Rousseff, Hillary Clinton, Lula, Sérgio Cabral, entre outros. Um dos poucos políticos que escapa das críticas é justamente o deputado federal e candidato à presidência do Brasil em 2018, Jair Bolsonaro, considerado por muitos como o inimigo número 1 dos homossexuais.

Apoio a Donald Trump

“Donald Trump assinando decreto que proíbe o financiamento de grupos abortistas.

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Linda imagem! Aborto = coisa demoníaca”, comemorou Hays.

Recentemente, ele comparou o presidente norte-americano a #Jair Bolsonaro. “Em 2018, já sabemos quem devemos eleger para tornarmos o Brasil grande também”, comentou, utilizando a hashtag “Bolsonaro Presidente”.

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Em algumas postagens, Smith Hays enfrenta comentários contrários a sua opinião, em outros internautas costumam fazer perguntas para tirar dúvidas, mas também há aqueles que elogiam a postura do arquiteto.

“Sou negro, gay, moro em comunidade, sou de Direita e dou muito valor à meritocracia. Sai de casa com 17 anos para poder trabalhar em casa de família e muitas vezes não tive dinheiro para pegar o ônibus para fazer o meu curso de cabeleireiro. Tinha que acordar cedo e ir a pé do Humaitá, bairro da zona sul do Rio de Janeiro, até o centro dá cidade e voltar para o trabalho. Não me envergonho disso, muito pelo contrário, tenho muito orgulho. Minha mãe criou 8 filhos sozinha sem nunca ter tido ajuda do estado”, compartilha um seguidor. #CONSERVADOR