O Tribunal Penal Federal da Suíça constatou que existem "indicações concretas" e suspeitas "óbvias" e "suficientes" de que o ex-deputado, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), esteve envolvido em atos ilícitos de corrupção. Segundo o órgão suíço, o peemedebista ocupava uma posição do Congresso Federal capaz de "influenciar" nas negociações da Petrobras em Benin, na África.

O ex-presidente da Câmara é réu na Lava Jato acusado de receber propina em uma conta na Suíça de contratos de exploração de petróleo por parte da Petrobras em Benin. Segundo as investigações dos suíços, foi transferido o valor de US$ 1,3 milhão (o equivalente a R$ 4,2 milhões) para uma conta naquele país de responsabilidade de Cunha.O pagamento seria a propina por um contrato de exploração assinado pela Petrobras no valor de US$ 34,5 milhões em maio de 2011.

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Essas informações foram relatadas em um documento de novembro de 2016, porém, só foi liberado para conhecimento público esta semana. As informações da Justiça suíça podem ser usadas nos processos de correm contra Cunha no Brasil. #Eduardo Cunha #Dentro da política