O Datafolha ainda não divulgou quando será feita a próxima pesquisa de intenção de votos para as eleições presidenciais de 2018, mas levando em conta o intervalo anterior, a pesquisa deve ser feita entre junho e julho.

Até lá é bem provável que pelo menos um dos cinco casos em que o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva é réu já tenha sido julgado. Caso seja condenado na primeira e na segunda instâncias, Lula não poderá concorrer à presidência.

Por este motivo, o Partido dos Trabalhadores se esforça para lançar o ex-presidente como candidato oficial da legenda ainda no primeiro semestre deste ano. Algumas pessoas acreditam que a estratégia do PT ao lançar Lula é fazer a opinião pública acreditar que ele é perseguido pelo juiz federal Sérgio Moro, que julga os casos da Operação Lava Jato em primeira instância.

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Com uma provável condenação de Lula, que lidera a pesquisa Datafolha em todos os cenários possíveis e só perde no segundo turno para a ex-petista Marina Silva, hoje em seu próprio partido, a Rede, os adversários sairiam ganhando.

Quem teria muito a comemorar é #Jair Bolsonaro. Hoje no PSC, o deputado federal deve mudar de partido para concorrer à presidência.

Na última pesquisa espontânea do Datafolha, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, Jair Bolsonaro apareceu na segunda posição, com 3% de citações, contra 9% de Lula. Logo atrás apareciam Aécio Neves (PSDB), com 2%, e Marina Silva, com 1%.

Lula réu

O ex-presidente é réu em três ações da Operação Lava Jato, que serão julgadas pelo juiz federal Sérgio Moro, e em outras duas ações que correm em Brasília.

Na Lava Jato, Lula virou réu pela primeira vez em julho de 2016, acusado de calar o delator Nestor Cerveró.

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Em setembro, virou réu acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O terceiro caso na Lava Jato tem o mesmo motivo.

Na Operação Zelotes, Lula é réu por tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Já na Operação Janus, o motivo é corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e organização criminosa. #Eleições 2018