Jean Wyllys, deputado federal pelo PSOL-RJ, publicou, em sua página oficial no Facebook, uma postagem para lembrar sobre os 72 anos após a liberação do campo de Auschwitz, na Polônia, o maior campo de concentração nazista.

A postagem foi feita na última sexta, no dia 27 de janeiro, data escolhida para ser um símbolo de memória das vítimas do #Holocausto e, em especial, relembrar o grande terror causado contra a comunidade judaica, principal grupo perseguido pelo nazismo.

No entanto, a postagem foi tomada por comentários revoltosos contra o deputado, pois, segundo as próprias pessoas que comentavam, o parlamentar estaria sendo hipócrita ao falar de genocídios e ditaduras enquanto defende o Islã no Brasil ou até mesmo se veste de Che Guevara, uma figura controversa que, inclusive, chegou a perseguir homossexuais, grupo ao qual #Jean Wyllys pertence e diz defender na câmara.

Publicidade
Publicidade

Todos os comentários negativos convergem para a ideia de que o parlamentar supostamente defende o terrorismo, considerando seu apoio a um grupo relacionado com inúmeros casos de ataques terroristas ao redor do mundo e também ao histórico de assassinatos brutais contra outros grupos religiosos no Oriente Médio, principalmente judeus e cristãos. Em seu próprio site, Jean Wyllys se defende dessas acusações dizendo que não se trata de apoiar o terrorismo, mas sim a cultura islâmica e as tradições árabes em território brasileiro, visando a pluralidade de culturas em que o Brasil está imerso, segundo a justificativa do próprio parlamentar.

Por outro lado, os mais conservadores alegam que essa é uma tentativa de driblar a crítica. Para eles, não há grandes diferenças filosóficas entre um terrorista e um muçulmano moderado, pois ambos concordam com as razões religiosas que motivam os atos terroristas, mas apenas um deles resolve praticar.

Publicidade

Tal discurso já foi repetido por alguns conservadores conhecidos como Nando Moura em seu vídeo chamado "O mito do muçulmano bonzinho".

Além desses fatores, há também quem lembre que o partido de Jean Wyllys, o #PSOL, além do próprio parlamentar, sempre se posicionou do lado da Palestina e considera o embate no Oriente Médio como um "massacre" por parte de Israel.

Veja alguns exemplos dos comentários abaixo:

"Ué, Jean, mas não é o pessoal do PSOL que queima bandeira de Israel em protesto a favor da Palestina? Não é você que se veste de Che Guevara, assassino inclusive de gays? Não é você que cospe nos outros? Por que você é um HIPÓCRITA, Jean?", comentou Cássio Murillo.

"Defende o ensino do islã no Brasil, mesmo islã que no Oriente Médio em grande parte não aceita sequer a existência de Israel, e faz uma mensagem de solidariedade aos judeus mortos no holocausto? E os judeus que ainda estão vivos, não importam?", comentou Pablo Almeida Rodrigues.

A equipe que administra a página do parlamentar assumiu que estava apagando os comentários, mas o volume de comentários negativos foi tão grande que, aparentemente, a assessoria de comunicação desistiu de continuar apagando.

Publicidade

Você pode conferir a postagem logo abaixo: