A Operação Lava-Jato é considerada uma das maiores, senão, a maior operação de combate à #Corrupção em curso no Brasil e apura os escândalos através de uma gigantesco esquema de distribuição de propinas, envolvendo políticos, empreiteiros, empresários e doleiros, que resultaram em desvios bilionários dos cofres públicos da maior estatal brasileira; a Petrobras. A força-tarefa reconhecida nacional e internacionalmente, inclusive já tendo angariado vários prêmios, é comandada pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná. Entretanto, o juiz paranaense que alcançou enorme prestígio e popularidade no País, encontra-se em férias, com a probabilidade de retorno às suas atividades profissionais, já após o dia 20 de janeiro.

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Entretanto, uma polêmica decisão da juíza substituta de Moro no comando da Lava-Jato, causou polêmica. A juíza Gabriela Hardt decidiu reformar uma decisão do magistrado, em que um pagamento de fiança era estipulado em aproximadamente um milhão de reais. A fiança havia sido destinada ao ex-tesoureiro do PT, Paulo Ferreira. O petista encontra-se preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba desde o período de julho de 2016. No mês de dezembro passado, o juiz Sérgio Moro condicionou a soltura do preso, desde que pudesse arcar com o pagamento milionário, e no final conseguisse a liberdade.

Réu por vários crimes

O ex-tesoureiro petista responde por crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva, numa ação penal em que ele foi preso na 31.ª fase da Operação Lava-Jato.

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Desde a decisão de Moro, a defesa de Ferreira tentava comprovar à Justiça Federal do Paraná, que o réu enfrentava dificuldades financeiras. Na decisão da juíza substituta de Moro, ela afirma que "o fato de a fiança ter sido estipulada e arbitrada em 16 de dezembro de 2016 e até o momento atual não ter sido paga, é indício suficiente de que o acusado não dispõe da quantia de R$ 1 milhão, o que possa ser dispensada quando evidenciada a total ausência de recursos por parte do afiançado", Em sua conclusão, a juíza Gabriela proferiu que "decidia reduzir o valor arbitrado em relação à fiança para R$ 200 mil." Porém, em decisão anterior, o juiz Sérgio Moro havia realizado uma base de cálculos para o valor da fiança, já que o valor era correspondente à propina e que o petista havia recebido em sua campanha para deputado federal, no ano de 2010, em alusão a um contrato para a construção do novo Centro de pesquisa Petrobras (Cenpes), localizado no estado do Rio de Janeiro. #SérgioMoro #Lava Jato