O presidente da Venezuela Nicolás Maduro anunciou hoje que vai aumentar em 50% o salário mínimo mensal para 40,638 bolívares, cerca de US $ 60 de acordo com a taxa de câmbio oficial, o mesmo vale para militares e funcionários públicos, mesmo com o país tendo a maior inflação do mundo em 2016.

Durante seu programa semanal de televisão, o chefe de Estado disse que este aumento de salários é o primeiro em 2017, além disso, o presidente venezuelano disse que o governo vai trabalhar para trazer a taxa de desemprego para 4,5% e a taxa de emprego formal de 62% para 70%.

A FEDECAMARAS (Federação de Câmaras e Associações de Comércio e Produção da #Venezuela), alertou que esses aumentos anunciados "de forma imprudente" pelo Executivo, podem levar a uma redução nos postos de trabalho e ao fechamento de empresas que não podem arcar o montante.

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A oposição na Venezuela acusou #Maduro de ser o principal responsável pela grave #Crise econômica que afeta o país com as maiores reservas de petróleo do planeta. O presidente socialista, por sua vez, disse que sua administração é vítima de uma "guerra econômica" que visa derrubá-lo.

A Venezuela não informou seus resultados financeiros em 2016, mas as estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI) advertiram que a inflação teria fechado no ano passado por cerca de 500% e será superior a 2000% em 2017.

A disputa entre Nicolás Maduro e a oposição tem tomado proporções cada vez maiores, um dia após o chefe de estado ter nomeado Tareck El Aissami, da linha-dura do chavismo, como vice. O opositor Julio Borges assumiu nesta quinta-feira (5) o Legislativo prometendo avançar com o processo de abandono de cargo pelo presidente.

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Julio Borges colocou a realização de novas eleições como um lema para 2017. A declaração contrasta com a de Maduro, que havia dito na quarta-feira (4) que este ano seria o da "contraofensiva vitoriosa".

Em meio a toda esta crise política e econômica, quem mais sofre é o povo venezuelano, pois nos comércios faltam itens básicos de sobrevivência em consequência do fechamento de inúmeras empresas que atuavam na Venezuela, por conta da crise.

A crise chegou ao ponto de fazer com que venezuelanos briguem ao disputar restos de alimentos encontrados no lixo.