O #Governo Federal anunciou, nesta quinta-feira (12), através do ministro da #Educação, o pernambucano Mendonça Filho, que o piso salarial dos professores sofrerá reajuste de 7,64% ainda neste mês de janeiro de 2017. O salário-base dos educadores passará de R$ 2.135,64 para R$ 2.298,80.

O aumento foi anunciando num momento em que vários grupos sociais e classes de trabalhadores protestam. Em Pernambuco, por exemplo, o governador Paulo Câmara (PSB) trava uma verdadeira guerra contra o aumento dos salários dos servidores da segurança pública e estudantes que utilizam os serviços de transporte público, que sofrerá aumento ainda neste mês.

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Durante campanha, o governador prometeu dobrar o salário dos professores. No entanto, a proposta não saiu do papel e prossegue para o terceiro ano da sua gestão sem cumprimento, assim como, propostas para baratear as tarifas de ônibus no estado.

Reajuste salarial

O novo reajuste deve ser pago aos educadores com formação de nível médio que dão aula em escolas públicas com 40 horas de trabalho semanais. Segundo o G1, o reajuste ficou 1,35% acima da inflação de 2016 – que fechou o ano em 6,29%.

De acordo com Mendonça Filho, no ano passado, o aumento foi de 11,3% e representou um ganho salarial de 0,69% acima da inflação. Segundo ele, a portaria com o novo reajuste salarial dos professores será publicada nesta sexta-feira, no Diário Oficial da União.

Crise nos estados e municípios

Os gestores de estados e municípios estão muito preocupados com o aumento salarial anunciando.

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Apesar de os políticos quererem valorizar os educadores, a conjuntura econômica e política do país não é favorável. Segundo o diretor institucional do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Antônio Neto, os políticos terão dificuldades de responder as obrigações correntes. “Hoje temos pelo menos 15 estados com dificuldade para pagar os salários correntes; alguns precisam de renegociação da dívida”, disse à Agência Brasil.

Apesar de reconhecer as dificuldades que os gestores terão pela frente com o reajuste no salário-base dos professores, Antônio Neto pondera que é necessário garantir a qualidade da educação. “É preciso muito esforço e compromisso com a educação por parte dos gestores (...) é preciso entender que não tem educação de qualidade se não houver professores e funcionários da educação com salário decente”, conclui.

Mesmo reconhecendo a crise do país, as entidades da área de educação entendem que é necessário o aumento salarial para os trabalhadores da educação. O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin, defende o reajuste. “O aumento deve acontecer mesmo com toda a crise acontecendo”, sublinha. #Mendonça Filho,