O motim em Manaus, no primeiro dia do ano, lançou a primeira polêmica sobre o Brasil em #2017, e mais problemas para o governo de Temer. O conflito entre gangues rivais deixou cerca de 60 prisioneiros mortos. O governo do Brasil reagiu separando imediatamente a liderança de gangues em prisões federais. O presidente Temer estabeleceu que o Gabinete de #Segurança Institucional (GSI) acelerasse a aprovação de um Plano de Segurança Nacional.

O ministro de Justiça do Brasil, Alexandre de Moraes, anunciou, em outubro do ano passado, um plano provisório que dirigiria investimentos para "equipamentos de guerra e inteligência".

Moraes criticou os investimentos do governo passado em pesquisas de segurança, bem como a burocracia por trás da compra de armas de fogo.

Publicidade
Publicidade

O ministro da Justiça, que tomou posse em maio, priorizou equipamentos policiais e uma repressão ao tráfico de drogas e armas ilegais através das fronteiras.

A rebelião do último domingo também ressalta a necessidade de uma reforma imediata das prisões superlotadas e financiadas do Brasil. As vítimas do conflito carcerário em Manaus viviam em bairros separados e supostamente estavam seguras de ataques.

O Plano de Segurança de Temer também exige uma "racionalização do sistema prisional". Para começar, Moraes anunciou que 30% das prisões seriam equipadas com bloqueadores de celulares para evitar a comunicação entre os líderes de facções.

Depois de meses de escalada da violência, tumultos de domingo se transformaram no segundo maior massacre na prisão na história nacional, na sequência de Carandiru, em 1992.

Publicidade

As autoridades acreditam que as vítimas pertencem ao cartel de drogas Primeiro Comando da Capital (PCC), com sede em São Paulo.

O governo tem razão para temer pela segurança pública com o histórico do PCC de retaliação violenta. O ano passado marcou o aniversário de 10 anos de declaração de guerra contra o PCC de São Paulo. O conflito entre a gangue e a polícia resultou na morte de 564 pessoas em apenas 10 dez dias. Enquanto o cartel visava estabelecimentos de autoridade pública, os policiais apenas representavam uma fração das vítimas. #Michel Temer