Na manhã desta segunda-feira (30) a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, fez a homologação das mais de 70 delações dos executivos e ex-funcionários da construtora multinacional Odebrecht. O material das delações premiadas irá para a Procuradoria-Geral da República, que tem a incumbência de analisar as dezenas de milhares de páginas e decidir se irá solicitar investigação.

A assessoria de imprensa do Supremo Tribunal Federal informou que o conteúdo das delações ficará sob segredo de justiça até que se inicie a investigação sobre as informações citadas pelos delatores - executivos e ex-executivos da construtora Odebrecht.

No último dia 27/01 (sexta-feira passada), os juízes que trabalhavam com o Ministro Teori Zavascki conseguiram finalizar as audiências com os 77 funcionários e ex-funcionários ligados à Odebrecht que negociaram acordo de #Delação premiada na #Operação Lava Jato.

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Segundo o que já vazou para a imprensa, já foram mencionados os nomes do presidente Michel Temer (PMDB), dos ex-presidentes Dilma Rousseff (PT) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB), e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).

Também foram mencionados os nomes dos ministros peemedebistas Moreira Franco (Programa de Parcerias e Investimentos) e Eliseu Padilha (Casa Civil); do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL); do senador Romero Jucá (PMDB-RR), além de outros parlamentares. Todos negam irregularidades.

O Ministro Teori Zavascki foi relator da Operação Lava Jato no tribunal. Após a morte do Teori, que aconteceu no dia 19 de Janeiro, a presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, autorizou que o trabalho com as delações fosse concluído.

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A função dos Juízes foi a de perguntar se os delatores estavam prestando as informações porque foram coagidos ou por espontânea vontade.

O último delator a ser ouvido foi Marcelo Odebrecht, ex-presidente e herdeiro da construtora Odebrecht.

Novo relator da Operação Lava Jato

A próxima e não menos importante missão da ministra e presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, é a decisão sobre o novo relator da Operação Lava Jato. Na Operação estão envolvidos os nomes de dezenas de políticos, empresários e lobistas investigados sobre a corrupção na Petrobras. #prisão de eike batista