O governador do Amazonas, Jose Melo, do Pros, declarou que não tinha 'nenhum santo' entre os cerca de 60 mortos nas rebeliões registradas em três presídios da capital do estado, Amazonas. Apenas no chamado 'Compaj', Complexo Penitenciário Anísio Jobim, foram 56 assassinatos. A maioria dos presos foi morta de maneira bárbara, por esquartejamento ou decapitação, o que atrapalha o trabalho do Instituto Médico Legal (IML), que tem dificuldade em identificar os mortos.

De acordo com o governador, os assassinados eram estupradores e "matadores". Em sua maioria, segundo Jose Melo, as vítimas pertenceriam à facção rival que iniciou a rebelião, a FDN (Famílias do Norte).

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A declaração do gestor estadual do Amazonas foi publicada com destaque pelo jornal 'Folha de São Paulo'.

Quem também se posicionou nesta quarta-feira, 4, foi o Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes. De acordo com ele, o #Governo local sabia que existia um plano de rebelião para acontecer no final do ano. "O governo estadual disse que tomou todas as providências para evitar fugas. Não está caracterizada nenhuma omissão até o momento", falou à imprensa o Ministro da Justiça, que está desde o início da gestão do presidente Michel Temer, do PMDB.

Chama a atenção o fato de - até o momento - o presidente da República não ter se posicionado sobre a rebelião, que é a maior desde o massacre do Carandiru, em 1992, quando 111 presos foram assassinados. O episódio registrado no presídio de São Paulo fez com que as forças de segurança mudassem suas estratégias em rebeliões, o que explica o fato dos policiais não terem tentado invadir o presídio da capital amazonense.

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Enquanto Michel Temer não se pronuncia, a Organização das Nações Unidas (ONU) pede que uma investigação seja feita para analisar se os direitos humanos estão sendo seguidos nas cadeias brasileiras. O Papa Francisco também se posicionou. Em uma mensagem nesta quarta, ele disse que é preciso cuidar com humanidade dos presos, do contrário, esperar uma recuperação deles será uma tarefa difícil. #Crime