O que acontece no contexto do cenário político e econômico do Brasil remete à lenda grega da caixa de Pandora, que perpetuou através dos milênios a ideia de que quando algum acontecimento gera muita curiosidade, é bem mais apropriado que, ao menos por um dado momento, isso não seja revelado ou estudado, já que pode se transformar em uma terrível maldição, tendo a probabilidade de fugir do controle dos humanos. E o que é mais significativo é que, de fato, as pessoas parecem enlouquecer ou acreditar realmente nas suas próprias maldades e falsas verdades, as fazendo mergulhar em um mar de #Corrupção, arrogância e loucura, prejudicando a si mesmas e aos demais indivíduos que estão à sua volta.

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Não existe melhor exemplo para descrever o quadro acima do que a situação de Adriana Ancelmo, ex-primeira dama do Estado do Rio de Janeiro e esposa de Sérgio Cabral, a qual se encontra na prisão em Bangu, na zona oeste da Cidade do Rio, desde o dia 6 de dezembro do ano passado, por causa dos desvios constantes de cifras milionárias em contratos feitos pelo governo do Rio com várias empreiteiras.

O esquema de corrupção ativa foi muito bem maquiado, ao menos no início das falcatruas e antes que as autoridades policiais começassem a investigar os escândalos. A mulher do ex-governador Sérgio Cabral, por meio do seu escritório de advocacia, movimentou a bagatela de R$ 69,7 milhões do ano de 2009 até 2016, ou seja, conforme estabelecido pelo COAF – “Conselho de Controle de Atividades Financeiras”, atuante no âmbito do Ministério da Fazenda, que objetiva identificar e punir quem se utiliza do expediente ilegal da lavagem de dinheiro, o valor em questão manipulado por Adriana e sua equipe, não é em hipótese alguma compatível com o tamanho de sua empresa.

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Novamente fazendo correlação com o universo mitológico, só que não da Grécia, mas sim, da triste realidade dos pobres expropriados do Brasil, a atualmente detenta Adriana Ancelmo, além da ética, parece ter perdido a sanidade, quando, por exemplo, “filosofa” e diz frases tais como: "É isso que vou comer? Não sou cachorro pra comer essa porcaria, me tragam comida de verdade", de acordo com o que foi informado pelos representantes da penitenciária carioca, quando Adriana iniciou a sua pena.

Em outra ocasião, Ancelmo considerou que estava acima do bem e do mal e disse o seguinte: “o que eu fiz, se foi errado ou não, não chega nem perto da barbaridade que muitas mulheres aqui fizeram. Eu não merecia nem estar aqui, não matei ninguém para isso. Mereço respeito!"

Enfim, o resumo de todo esse oceano de amoralidade, corrupção e conspiração, onde só o povo trabalhador sai perdendo, foi muito bem dito pela jornalista do “Estado de São Paulo" Vera Magalhães, que define a trama como um exemplo nocivo de uma advogada, cujo escritório beneficiava o governador do Rio de Janeiro, que por acaso era o seu marido, na lavagem de milhões de reais oriundos de propina e fraudes, isto é, de acordo com a opinião dos especialistas e juristas em geral, há motivos mais do que suficientes sim, para que Adriana Ancelmo passe muitos anos atrás das grades, mesmo que ela não concorde com isso.

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#Rio de Janeiro #Prisão