Com a morte do ministro Teori, uma vaga foi aberta e Ives Gandra Martins Filho é candidato a ela, de acordo com "A Folha", que também divulgou alguns dos pensamentos de Martins Filho, encontrados em artigo.

"A mulher deve obedecer e ser submissa ao marido".

Outros pensamentos que perturbam a sociedade falam sobre as relações homoafetivas. Martins Filho acredita que o casamento de duas mulheres ou dois homens é "tão antinatural quanto uma mulher casar com um cachorro".

Ele também acredita que os casais homossexuais não devem ter direitos iguais aos dos heterossexuais, porque crê que deturpa o conceito de família.

A Folha afirma ainda que esse cidadão está realmente cogitado para a vaga do Supremo Tribunal Federal.

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Até então, o Supremo Tribunal era a favor do reconhecimento das relações de pessoas do mesmo sexo, mas, com a morte de Teori e a possibilidade de Ives Gandra Martins Filho assumir o STF, há dúvidas se haverá retrocesso.

Atualmente, Martins Filho é presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho) e tem seu artigo com as afirmações acima publicados no livro "Tratado de Direito Constitucional".

Na escrita sobre direitos fundamentais, Martins Filho também é contrário ao divórcio, ao aborto e à distribuição de pílulas anticoncepcionais em hospitais públicos.

Por trás de todas as posições expressas no artigo estão duas bandeiras do Opus Dei (instituição da Igreja Católica): o ataque ao aborto em qualquer situação e a defesa da ideia de que só existe família na união de um homem e de uma mulher.

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Martins Filho também afirma que indivíduos de opção homossexuais devem ser respeitados e que possuem a mesma dignidade perante a lei.

Todas essas ideias vêm do fato de que ele crê na família como célula mais importante da sociedade e é necessária a reprodução para garantir a continuidade, tanto da família quanto da sociedade.

A reforma trabalhista, tão criticada pelos sindicatos, depois da posse de Temer, tem Martins Filho como um dos idealizadores.

Segundo “A Folha”, o ministro não quis comentar essas afirmações quando foi procurado.

Manifesto anticandidatura

A professora Beatriz Vargas Ramos fez, no site “Petição Pública”, um manifesto contra a candidatura de Martins Filho para o cargo.

A professora é feminista ativista e afirma que Ives Gandra demonstra desconhecer a realidade social de brasileiras e brasileiros.

O manifesto, num primeiro momento, reunia a assinatura de professoras, intelectuais e ativistas de movimentos feministas, mas ganhou apoio irrestrito. #Polêmica #Feminismo #Política