Os cidadãos brasileiros do bem não sabem ao certo se o que acontece com alguns políticos brasileiros é mesmo a falta de comprometimento de tirar o país deste imenso atoleiro econômico no qual se encontra; se é ma fé ou puramente incompetência administrativa revestida de corrupção, mas fato é que logo após a ALE – Assembléia Legislativa do Estado de Alagoas ter aumentado a retirada mensal dos seus parlamentares da cifra de R$ 20 mil para aproximadamente a bagatela de R$ 25 mil de salário, a mesma ALE agora provou claramente que não está preocupada ou desconhece a pior crise financeira que ocorre na história do Brasil, uma vez que por meio de um pregão licitatório promulgado pela Assembléia em dezembro do ano passado, foi realizado o orçamento para se obter iguarias nobres e quitutes rebuscados a fim de que os deputados possam ter uma #Alimentação Saudável.

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O menu é composto de leitão, salmão, picanha, camarões e até deliciosas lagostas que serão os pratos principais dos dirigentes da política estadual, mas não podiam ser esquecidas as sobremesas à base de alfajor, torta, pavê, quiche e, é claro, os saborosos bem casados para os coquetéis que são costumeiros na casa. A ALE não esqueceu as raízes nordestinas e fez questão de incluir as iguarias regionais, tais como charque, sarapatel, pirão e massunim.

Foi em 14 de dezembro do ano passado que o DOE – Diário Oficial do Estado veiculou o pregão com direito ao edital de 2ª chamada publicado em 27 de dezembro de 2016. A Assembléia se vale da defesa de que o processo em si busca "atender às necessidades" da casa. Alguns críticos, porém, falam que os nobres deputados deveriam ter o mesmo tipo de preocupação com os demais brasileiros, ainda mais em um estado tão carente que é Alagoas.

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Outro ponto de relevância negativa de todo esse imbróglio é que a “cota principal”, com 8 itens de consumo, foi calculada para atender 10.700 pessoas. Já a “quantidade reservada” prevê alimentação para 1.500 indivíduos, isto é, um pequeno exército.

Em tempos de crise, o pagamento da compra desse farnel de alimentos rebuscados se dará parceladamente, sendo que os preços terão validade por um ano a partir do dia em que foi feita a veiculação no Diário Oficial. Os preparativos para o banquete acontecem justamente em um momento em que a própria Assembléia alagoana aprovou suprimir o valor de R$ 16 milhões do orçamento do MPE - Ministério Público Estadual. Resumidamente, pode-se afirmar que o discurso dos deputados alagoanos não corresponde à prática no dia a dia. #Corrupção #Crise econômica