Entre impeachment de presidente e crise econômica, o ano de 2016 foi muito conturbado para o Brasil. Com tantas coisas acontecendo, a quantidade de boatos sobre política que circularam na internet também foi impressionante. Confira abaixo alguns dos boatos sobre política que mais foram propagados em 2016:

1 - Pedaladas fiscais deixaram de ser crime

Segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal, as pedaladas, outro nome para fraudes fiscais, são medidas que permitem ao governo fazer empréstimos disfarçados a bancos públicos. De acordo com a LRF, é ilegal que um governo pegue empréstimo de um banco que pertence ao mesmo. Portanto, as pedaladas constituem violação à LRF.

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Porém, o que de fato aconteceu é que o governo pretendia dar início a uma medida que permitia alterar a forma como é possível realocar recursos dentro de um orçamento, nos chamados "créditos suplementares". Sendo as acusações do impeachment de Dilma Rousseff "abertura ilegal de créditos suplementares", nada tem a ver com a medida do limite da realocação de recursos no orçamento.

2 - Sérgio Moro é filiado ao PSDB

Dentre os vários boatos criados sobre o juiz Sério Moro, este foi o mais propagado, provavelmente. Mas o fato é de fácil verificação - o nome completo do conhecido "Sérgio Moro" filiado ao PSDB é "Sério Roberto Moro", enquanto o nome do juiz é "Sérgio Fernando Moro".

3 - A jornada de trabalho será aumentada para 12h

Houve um projeto de governo a fim de readequar as leis trabalhistas para a realidade do trabalhador brasileiro.

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O Ministério do Trabalho propôs algumas medidas de mudança e uma delas seria a permissão de aumentar o período de 12 horas diárias de trabalho, desde que permanecessem dentro do limite de 44 horas semanais. Portanto, apesar de permitir 12 horas seguidas de trabalho, isso não poderia repetir-se todos os dias, mas sim favorecer e regulamentar serviços do tipo que já ocorrem como médicos ou garçons, que normalmente têm turnos de trabalho extensos, porém, menos frequentes.

4 - Não houve provas, mas convicção contra #Lula

De acordo com boato, o procurador do Ministério Público Federal, Deltan Dallagnol, havia dito, durante uma coletiva de imprensa, que "não há provas contra Lula, apenas convicção". Porém, afinal, a afirmação não passa de uma má interpretação da fala do procurador, que é, na íntegra:

“Em se tratando de lavagem de dinheiro, ou seja, em se tratando de uma tentativa de se manter as aparências de licitude, não teremos aqui provas cabais de que Lula é efetivo proprietário no papel do apartamento, pois, justamente, o fato de ele não configurar como proprietário do triplex, da cobertura em Guarujá, é uma forma de ocultação de dissimulação da verdadeira propriedade.”

De forma prática, o ato de ocultar patrimônio resume-se a isso: não possuir nada em nome próprio, e sim no de terceiros, o que é a acusação do Ministério Público contra Luiz Inácio Lula da Silva.

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5 - Michel #Temer anunciou o fim do Bolsa Família

A falsa notícia do Bolsa Família já foi difundida várias vezes, a partir de diferentes fontes e em diversos momentos. Porém, continua funcionando e atingindo mais de 12 milhões de famílias brasileiras no momento. Durante o ano de 2015, o programa sofreu um reajuste de 5%, uma perda significativa para os beneficiários. Em 2016, porém, o então vice-presidente autorizou a elevação do reajuste do programa, de forma que acompanhasse a inflação de 10,67%. O que aconteceu, de fato, é que cerca de 5% dos beneficiários do programa tiveram o benefício suspenso pelo Ministério Público, após a apuração de que empresários, políticos e proprietários de carros de luxo estavam se beneficiando da medida social. #Dilma Rousseff