A "alta temperatura política" no Brasil, a partir da incerteza da escolha da nova relatoria da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), parece desencadear novas revelações, principalmente em se tratando dos processos que estão sob a jurisdição em primeira instância, no que se refere ao prosseguimento das investigações. A Lava-Jato é comandada em primeiro grau, pelo juiz Sérgio Moro, a partir das dependências da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná. É considerada, atualmente, a maior operação de combate à #Corrupção, em curso no Brasil, e apura os escândalos de desvios bilionários, responsáveis pela "sangria" nos cofres públicos da maior estatal brasileira; a Petrobras.

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Dentre os vários presos pela força-tarefa da operação, está o ex-publicitário das campanhas petistas à Presidência da República, cujas administrações foram exercidas por #Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerca de 14 anos. Trata-se do ex-marqueteiro João Santana e sua esposa, Mônica Moura. Ambos estavam presos em Curitiba e foram soltos sob fiança milionária.

Tentativa de acordo

Numa tentativa de "destravar" o seu acordo de colaboração premiada juntamente aos procuradores da Lava-Jato, o ex-publicitário baiano João Santana, implicou diretamente a ex-presidente Dilma Rousseff no plano de sua colaboração premiada, como uma espécie de "trunfo", já que até o presente momento, sua delação ainda não foi corroborada e segue suspensa pelos investigadores da força-tarefa.

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As informações prestadas pelo ex-marqueteiro de Dilma e Lula, dão conta de que a ex-presidente teria avisado a ele e sua esposa, de que ambons seriam presos, durante aquele período em que o casal de publicitários trabalhava na campanha presidencial da República Dominicana.

A inclusão do relato de Dilma, faz parte da tentativa de se negociar um acordo de colaboração com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal. De modo reservado, investigadores afirmaram que as informações contadas por João Santana e sua esposa, Mônica Moura, não despertou o interesse da Procuradoria-Geral da República e tampouco da força-tarefa da Lava-Jato. Os investigadores aguardam que sejam trazidos à tona, fatos novos e muito mais abrangente nos processos de delação dos ex-marqueteiros.

O ex-advogado de Dilma Rousseff, ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, disse que os relatos de Santana e sua esposa, não procedem e que a ex-presidente "não tinha informações privilegiadas sobre as investigações", ressaltou Cardozo. A defesa dos ex-publicitários não quis comentar o caso. #Lava Jato