Alguém poderia se valer do antigo ditado popular português que diz: “é cada uma que parece por duas” ou é “cada uma que vale por duas” diante de um Projeto de Lei no mínimo curioso, cujo autor pode, conforme determinados críticos, estar tomando uma ação precipitada ou um comportamento sem sentindo prático algum, que se choca diametralmente com o momento político-econômico conturbado que o Brasil vem atravessando. Trata-se do projeto de Marcelo Aguiar, que é deputado federal pelo #DEM e que está em trâmite na Câmara dos Deputados. Para espanto de muitos, o único objetivo da iniciativa do nobre deputado é que seja diminuído o número de "masturbação" obtido por meio da internet. Sim, é isso mesmo! O PL 6.449/2016 tem por alvo a obrigação por parte das operadoras desenvolverem filtros tecnológicos, interrompendo os conteúdos dos sites pornográficos.

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O parlamentar Marcelo Aguiar quis defender a sua ideia com a alegação de que a “pornografia veio substituir a prática sexual com outra pessoa [...] estudos atualizados informam um aumento no número de viciados em conteúdo pornô e na masturbação devido ao fácil acesso pela internet", fez questão de dizer o deputado federal do DEM-SP.

Para quem não estiver acreditando na notícia ou para aqueles que quiserem olhar por si mesmo a veracidade do Projeto de Lei, vale frisar que o documento citado se encontra à disposição no site da Câmara dos Deputados. Sendo que o deputado não para por aí com a sua defesa em relação ao tema, pois ele defende a ideia de que a juventude está muito mais vulnerável a desenvolver uma dependência franca em relação ao prazer sexual solitário, isto é, já está sendo denominada de juventude “autossexual”, uma vez que a busca pelo “prazer com sexo solitário é maior do que o proporcionado, pelo método, digamos, tradicional", complementa Marcelo.

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Uma rápida biografia de Marcelo Aguiar, o deputado federal, revela que ele teve origem e carreira musical sertaneja e gospel, tendo se tornado posteriormente pastor religioso. Aguiar conseguiu se eleger no ano de 2010 ao conquistar 98.842 votos; todavia, teve unicamente 65.970 votos em 2014, fazendo com que ficasse como 1º suplente da bancada e foi empossado no mês de fevereiro de 2015.

Por outro lado, algumas perguntas insistem em vir à tona em confronto com o Projeto de Lei que quer proibir a masturbação estimulada pelo “combustível virtual” da web, tais como, por exemplo: no que a PEC 55 transformará o Brasil; o que será feito da riqueza do Pré-Sal; haverá a antecipação de #Eleições diretas para presidente da República em 2017; como será tratado o MST e a questão da reforma agrária; a demarcação das terras indígenas; qual será a atuação dos militares diante da situação adversa brasileira, haverá novo aumento de salário para os políticos no poder? Assim como outros assuntos que para alguns talvez possa ser de menor relevância social, como transporte, saúde pública, educação, segurança e tantos outros. #sexo