Após o escândalo da licitação milionária de serviços de alimentação para os aviões presidenciais, o Palácio do Planalto agora faz nova licitação para a compra de alimentos como pães, croissants, frutas, verduras e queijos que deverão ser servidos no Planalto e em outros eventos no DF, ao longo de 2017.

Os editais que foram lançados preveem um gasto de R$ 356 mil para a aquisição dos alimentos. Apesar da cifra, a assessoria informou que essa quantia é R$ 100 mil inferior à estimativa feita para o ano passado e que os valores são uma aproximação da quantia final a ser paga, mas que a mesma tem tendência a ser menor.

Eles ainda afirmaram que o pagamento só será efetuado à empresa vencedora após a entrega dos produtos.

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Marcada para o dia 25 de janeiro, as licitações são para a compra de pães de forma, pães de batata, de cenoura, ciabatta, brioche, mini francês e baguette.

Além disso, existe a previsão da aquisição de mini croissants, em que os mesmos devem ser de "massa leve, folheada e de cor dourada" com "aroma amanteigado e uma leve corância na superfície".

Pães de folha para fazer wraps também estão na lista de compras, assim como pão de queijo, peito de peru defumado sem osso, siriguela, tamarindo, polpas de frutas e queijo minas frescal que tenha uma "textura levemente firme e bem macia, cor branca, sem a presença de soro em sua embalagem". Alfaces tipo americana, lisa e crespa, ameixas vermelhas importadas, caqui, limão Taiti, bananas, ovos, uvas sem sementes e outras frutas e verduras também estão na pretensão de compra do governo.

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Segundo a presidência, no ano passado a estimativa de compra para produtos semelhantes era de R$ 464 mil, ou seja, um valor de R$ 100 mil a mais do que a quantia prevista para este ano. O edital prevê que todas as compras sejam feitas com base no menor preço dos produtos, mas o pacote de 500 gramas de pão de forma ao leite tem um valor previsto no edital de R$12,90, contudo, o portal de notícias G1 fez uma pesquisa em sites de supermercado e constatou que produtos semelhantes não tinham um custo maior do que R$10.

Ao ser questionado sobre isso, o Planalto afirmou que as pesquisas de mercado que foram realizadas e os parâmetros que foram definidos estão conciliados com a legislação vigente. #Dinheiro Público #Política #Economia