Não é novidade que 2016 foi um ano de mudanças no cenário político e econômico do país. Afundado em uma #Crise político-financeira, setores como saúde e educação sofrem com cortes de despesas do governo federal. Porém, nem todos os políticos parecem estar preocupados com a dívida pública e com o corte de gastos. No final de semana, foi divulgado nas redes sociais um fato que gerou grande revolta nos internautas. O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), foi flagrado usando um helicóptero do governo do estado para buscar seu filho na casa de um amigo. Vendo a repercussão negativa do vídeo, o governador postou em sua página no Facebook uma nota explicativa revelando os motivos da viagem.

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O helicóptero foi filmado pousando no balneário de Escarpas do Lago, em Capitólio, centro-oeste de Minas Gerais. Nas imagens, pode-se perceber que o governador desembarcou da aeronave e cumprimentou a todos, inclusive seu filho. Em seguida, os dois embarcam.

As imagens geraram revolta dos internautas. Muitos alegaram que, nesse caso, o dinheiro público foi usado de forma irregular e que, devido à crise econômica que afeta o país, tais gastos são inaceitáveis.

O governador usou sua página no Facebook para explicar a situação. Na mensagem, ele alega que viajou para passar o domingo com seu filho, que estava na casa de uns amigos. Porém, segundo o governador, quando ele chegou no local o filho não estava se sentindo bem e, assim, decidiram retornar a Belo Horizonte.

O governo do estado foi consultado sobre a conduta do governador e esclareceu que ele não cometeu nenhum ator irregular ou ilegal.

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A resposta foi dada, observando um decreto assinado em 2005 pelo governador Aécio Neves que autoriza o uso do helicóptero pelo poder executivo para quaisquer fins.

O deputado Sargento Rodrigues (PDT) foi um dos primeiros a se pronunciar sobre o caso. Ele disse que vai denunciar o governador ao procurador-geral de Justiça de Minas Gerais pelo crime de improbidade administrativa.

No post do governador, um internauta confirma que a prática não é ilegal, porém, não é moralmente aceitável. “Utilize suas próprias verbas para custear suas futilidades governador, valorize meu voto”, escreveu um usuário da rede.