O prefeito da cidade de Guanambi, interior da #Bahia, Jairo Silveira Magalhães (PSB), teve uma atitude diferente de outros prefeitos em sua primeira ação à frente da prefeitura da cidade. Em um decreto, ele determinou que a cidade está sob proteção divina e entregou a chave a Deus. "Esta cidade agora pertence a Deus". O documento foi publicado em Diário Oficial, nesta segunda-feira (02).

O prefeito ressaltou que as forças espirituais do mal, os principados, potestades e divindades tenebrosas não prevalecerão na cidade e estarão sob o domínio de Jesus Cristo de Nazaré. Magalhães ainda cancelou qualquer pacto que seja feito para outro Deus ou entidades espirituais.

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"Minha palavra é irrevogável", disse no final do documento.

A cidade possui 86 mil habitantes e é a primeira vez que Magalhães se torna prefeito. Ele foi eleito com 50,85% dos votos e tomou posse no domingo (01). Esse decreto do prefeito foi um dos dez assinados. Nos demais documentos foi relatado apenas a nomeação dos secretários na administração de seu governo.

Análise do decreto

A chefe do Ministério Público da Bahia (MP-BA), Ediene Lousado, irá analisar o decreto expedido pelo prefeito e julgar a constitucionalidade. Caso o documento não esteja de acordo com os trâmites do setor público, o prefeito de Guanambi poderá sofrer uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN), que será registrada no Tribunal de Justiça da Bahia. E dessa forma, o decreto poderá ser cancelado.

Algumas pessoas não gostaram da forma como Magalhães expressou o seu sentimento religioso.

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Secretários

O prefeito de Guanambi já definiu quem serão os seus secretários. De acordo com ele, os nomes foram definidos analisando a capacidade técnica e experiência de cada um. Eudimar Ladeia fagundes fará parte da Secretaria Municipal de Governo. Ainda falta a definição das pastas de Agricultura, Indústria e Comércio.

O slogan que Magalhães definiu para seu governo é: "Por um futuro ainda melhor". Esse slogan fará parte do dia a dia das ações de administração na cidade. #Religião #Política