A polêmica que envolve todo o trabalho desempenhado pelo ministro Teori Zavascki, que faleceu em um acidente aéreo e que estava prestes a aceitar a homologação da mais "bombástica" das delações premiadas, recebe manifestação favorável e expressiva do presidente de uma das mais importantes entidades do meio jurídico do país. Trata-se de Claudio Lamachia, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Lamachia defende que a presidente do Supremo Tribunal Federal (#STF), Cármen Lúcia, assuma o processo de homologação das delações premiadas de 77 ex-executivos da empreiteira Odebrecht. As delações são consideradas de alto "teor explosivo", já que mencionam e trazem evidências sobre a participação de muitos políticos no mega escândalo de corrupção da Petrobras, que foi responsável por desvios bilionários dos cofres públicos da maior estatal brasileira.

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Os processos que estavam sob a relatoria de Teori Zavascki, correspondem a todos os processos da Operação Lava-Jato, em se tratando de políticos e autoridades que possuem foro privilegiado. A declaração do presidente da #oab foi dada nestesábado, durante o velório do ministro Teori, em Porto Alegre: "acredito que a presidente do Supremo, assim como os outros magistrados da Corte, deveriam refletir sobre a imediata continuidade dos depoimentos das testemunhas e dos delatores. Ela própria (Cármen Lúcia), poderia cumprir essa etapa que diz respeito ao processo de homologação ou não das delações e deve ser analisado de modo técnico", ressaltou Claudio Lamachia.

Nova relatoria

O presidente da OAB, acredita ainda que após a decisão sobre a homologação das delações sob a presidente do STF, Cármen Lúcia, então, deveria haver uma espécie de redistribuição da relatoria entre todos os ministros da Corte, através de um sorteio eletrônico.

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Ainda segundo o presidente da OAB, seu desejo é que o processo caísse em mãos de um magistrado com as características semelhantes à atuação de Teori, porém, o mesmo acredita que uma escolha através de processo eletrônico, seja mais republicana, sem que ocorresse uma ação feita casuisticamente. #Lava Jato