A morte repentina devido a um trágico acidente aéreo com o ministro #Teori Zavascki, continua acarretando muita polêmica e levantando as mais variadas dúvidas de como tudo aconteceu. A responsabilidade em mãos do magistrado era imensa, já que ele era o relator da maior operação de combate à corrupção no Brasil em curso, a Operação Lava-Jato. Ele conduzia todas as investigações sobre o envolvimento de políticos e grupos poderosos que detinham foro privilegiado a serem julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O magistrado chegou a confidenciar a seus amigos coisas que lhe causavam temor, inclusive, situações que acarretavam muito medo.

Publicidade
Publicidade

Alguns aspectos da carreira do ministro também foram divulgados. Teori foi professor de Direito Processual durante dezoito anos na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Alguns de seus amigos revelaram aspectos também de sua vida particular. O vice-presidente do TRF4, desembargador Carlo Eduardo Thompson Flores, que trabalhou profissionalmente juntamente à Teori por um período de cerca de dez anos, afirmou que "ele era incapaz de levantar a voz em qualquer situação que fosse", ressaltou.

Revelações confidenciais

A procuradora da Fazenda Nacional, Naira Pieczkoscki de Moura, fez revelações ainda mais surpreendentes sobre o ministro Teori Zavascki. A procuradora recorda de um encontro que teve com o magistrado em voo com destino à Brasília. Durante a viagem que ocorreu no início do ano de 2005, Teori lhe confidenciou algo lhe causava medo: viajar de avião.

Publicidade

Ela revelou que "ao dividir com ele um pacotinho de castanhas de caju que sempre carregava em viagens aéreas, ele desabafou dizendo que tinha medo de voar", disse a procuradora.

Outro fato inusitado, foi a revelação de Teori à procuradora Naira, de que "haveria abalos políticos institucionais muito sérios no Brasil". Essa revelação do magistrado foi dada em alusão ao que aconteceria no Brasil, seis meses depois. Seria o período em que o ex-deputado Roberto Jefferson denunciaria o escândalo precursor do "Petrolão": o chamado "Mensalão do PT", no ano de 2005. Naquela época, o Brasil era governado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A procuradora disse ainda que Zavascki era um homem alegre e brincalhão, embora sempre discreto e sério, no trato com advogados e ministros da Corte. Segundo ela, "nem parecia a mesma pessoa", ressaltou Naira. #Acidente aéreo #Lava Jato