Nesta terça-feira (17), a ex-presidente #Dilma Rousseff deu uma nota dizendo ser lamentável a prisão do líder do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), Guilherme Boulos. De acordo com a ex-presidente, a ação da polícia é uma afronta contra os movimentos sociais.

O líder do MTST foi preso ao tentar impedir uma reintegração de posse determinada pela Justiça, na Zona Leste de São Paulo. O Movimento alegou que haviam 700 famílias nesse terreno particular.

Boulos foi detido por desobediência e por atirar rojões contra a PM, segundo nota da polícia.

A ex-presidente petista não concordou com a atitude da polícia. "Isso é inaceitável, pois fere o direito de democracia e é um tipo de perseguição aos movimentos sociais", disse ela.

Publicidade
Publicidade

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) também repudiou ação da polícia e declarou apoio ao líder. "Estamos vivendo um estado de exceção", disse Farias.

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) comentou que a prisão foi um ato covarde e criticou a #Violência da tropa de choque da Polícia Militar.

Caiado contesta

O senador do DEM, Ronaldo Caiado, apoiou a ação da polícia e disse que Boulou já deveria ter sido preso há muito tempo, pois ele incita a violência com suas atitudes. De acordo com Caiado, por trás desses movimentos sociais existe o vandalismo que quer apenas bagunçar a ordem pública. "O Estado está deixando de ser conivente", afirma o senador.

A prefeitura de São Paulo esclareceu em uma nota que, o terreno é de propriedade particular e que os moradores podem se inscrever em programas habitacionais da prefeitura, mas invadir um determinado local não é permitido.

Publicidade

Reintegração de posse

De acordo com a advogada Luciana Bedesch, no começo de 2016, houve um pedido de reintegração de posse, que não aconteceu. As pessoas então decidiram avançar para um outro terreno vazio. Uma reintegração de posse acabou se transformando em duas.

Em setembro de 2016 foi expedido um novo mandado de reintegração de posse e o Ministério Público acionou um pedido de recadastramento das famílias. #RonaldoCaiado