O #secretário nacional da juventude, Bruno Júlio, pediu demissão do cargo após as declarações polêmicas dadas por ele ontem, dia 6. O pedido já foi aceito pelo presidente da república Michel Temer. Durante uma entrevista para a jornalista Amanda Almeida, publicada na coluna de Ilimar Franco, no jornal o Globo, o político do PMDB (MG) afirmou sobre os massacres ocorridos nos presídios de Manaus e Boa Vista que "tinha é que matar mais".

Bruno Júlio também afirmou que "deveria ter uma chacina por semana". Ele também reclamou da repercussão dos massacres em presídios e do fato de poucos se importarem com a mortes das meninas em Campinas, referindo-se à chacina ocorrida durante o réveillon, onde 12 pessoas de uma mesma família foram mortas.

Publicidade
Publicidade

O ex-secretário também reclamou que "esse politicamente correto que está virando o Brasil está ficando muito chato". As declarações de Bruno Júlio acabaram pegando o governo desprevenido. O Palácio do Planalto tratou logo de esclarecer que a opinião de Bruno não reflete a opinião do Governo.

Após a #Polêmica, o Bruno Júlio procurou a coluna de Ilimar Franco para afirmar que estava apenas brincando. Não adiantou. A pressão para que ele fosse exonerado do cargo começaram tão logo o caso começou a repercutir na mídia. Antes disso acontecer, no entanto, o secretário de Temer pediu demissão, abrindo mão do salário de quase R$ 20 mil reais por mês.

Ex-secretário é cercado de polêmicas

A vida pública do ex-secretário Bruno Júlio não é nenhum mar de rosas. Ao longo dos últimos anos o político do PMDB esteve envolvido em várias polêmicas.

Publicidade

A maior parte relacionada a sua vida pessoal. Ele foi acusado de agressão a uma mulher em 2014 com quem tinha uma união estável. Ele teria atingido a ex-companheira com chutes e socos.

Bruno também foi acusado de agredir a ex-mulher em abril do ano passado. A investigação acabou não dando em nada. Em 2015, ele também foi alvo de uma denúncia de assédio sexual contra uma ex-funcionária. A mulher contou a polícia que foi ameaçada de demissão pelo político caso não aceitasse sair com ele.

Em relação a esse caso, que ainda está sob investigação, Bruno Júlio afirmou que as acusações são frágeis e que não passam de retaliação da ex-funcionária. Em relação às falas polêmicas, Bruno Júlio postou uma nota oficial no seu perfil no Facebook para se defender. #massacre