Terminou em demissão uma polêmica fala do Secretário Nacional de Juventude do governo Michel Temer, Bruno Júlio, do PMDB. Ao comentar as rebeliões que aconteceram nessa semana no Brasil, que somadas tiveram mais de 80 mortes, Bruno disse que era meio "coxinha" ao falar sobre o assunto, pois é filho de um policial. No entanto, para ele, "tinha era que matar mais". Em seguida, o agora ex-Secretário diz que todas as semanas deveriam ter uma chacina, dando a entender que era a favor do extermínio dos presidiários. De acordo com informações do 'Jornal da Globo', da TV Globo, apesar de dizer que a sua opinião não refletia a do governo, o Secretário pediu demissão.

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O Palácio do Planalto diz que o presidente aceitou a dispensa, que somente deve ser oficializada no Diário Oficial da União da próxima segunda-feira, 9.

A polêmica foi inicialmente exposta pelo blog 'Panorama Político', do 'Jornal O Globo'. A publicação conta que Júlio é filho do deputado estadual Cabo Júlio, também do PMDB. Na tentativa de argumentar o seu ponto de vista, ele ainda usa a chacina que ocorreu na cidade de Campinas, em São Paulo. Na virada do ano, um homem matou doze pessoas, entre elas sua ex-mulher e um filho, de oito anos. Em seguida, ele cometeu o suicídio. Segundo Bruno, ninguém estava dando importância para a tragédia familiar de Campinas, mas que estavam com o caso dos presídios. Ele ainda disse de maneira irônica que os "santinhos" (presos) que habitavam o presídio de Manaus, no Amazonas, eram "coitadinhos" por terem realizado crimes como homicídio e estupro.

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Defesa após repercussão

O Secretário disse que o politicamente correto era muito chato, mas que tinha que se investigar o que motivou o massacre na cadeia. O político ainda culpa a ex-presidente Dilma Rousseff pela falta de infra-estrutura nas cadeias brasileiras, dizendo que a verba para essa área foram reduzidas em até 85%. Após a repercussão, Bruno teria procurado a coluna do 'Jornal O Globo' para dizer que estava "brincando", mas suas falas foram expostas em toda a mídia. #Michel Temer