A Operação Lava-Jato se aprofunda cada vez mais para desvendar todo o escândalo de #Corrupção e distribuição de propinas que desencadeou rombos bilionários nos cofres públicos da Petrobras; a maior estatal brasileira. As apurações, a partir de informações e documentos, revelam, no entanto, a participação de políticos atuantes em negociações extremamente suspeitas. A Lava-Jato é conduzida em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná. Desta vez, os avanços nas investigações promovidas pela força-tarefa da maior operação de combate à corrupção, em curso no Brasil, informa sobre a participação da senadora petista Gleisi Hoffmann, do Paraná.

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Segundo informações preciosas provenientes do publicitário Bruno Martins Gonçalves Ferreira. Ele prestou depoimento à Polícia Federal e esclareceu que "caiu de gaiato na história e que o ex-sócio da agência Sotaque Publicidade e Propaganda, Oliveiros Domingos Marques Neto, que cuidava da campanha de Gleisi, havia lhe pedido um favor: levar o ex-chefe de gabinete de Gleisi, do aeroporto de Congonhas em São Paulo, até o escritório da Odebrecht na capital paulista". Ele ressaltou ainda que não lembrava quais valores foram tratados. Ainda segundo Bruno, a reunião na sede da empreiteira foi conduzida pelo gerente de departamento de propinas da Odebrecht, Fernando Migliaccio.

Quebra de sigilo

A Lava-Jato apura se a parlamentar petista Gleisi Hoffmann, de fato recebeu dinheiro sujo oriundo da construtora.

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Com as suspeitas e os indícios, a Procuradoria-Geral da República solicitou ao ministro relator dos processos do #Petrolão no Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, que autorizasse a quebra do sigilo telefônico de Gleisi. Pedido nas mãos de Teori, foi deferido já no final de 2016. Segundo as investigações da força-tarefa, a senadora Gleisi figurava na lista de propinas da Odebrecht, com a suspeita de ser apelidada de "Coxa". Ela teria recebido cerca de meio milhão de reais em propinas para a disputa eleitoral ao governo do Paraná, durante o ano de 2014. Ela teria recebido os valores em dinheiro vivo. A assessoria da senadora informa que desconhece as informações apresentadas pelos investigadores. #Lava Jato