O presidente da República Michel #Temer reuniu-se, neste sábado, tarde de 7 de janeiro, com a presidente do Supremo Tribunal Federal, a Ministra Carmem Lúcia. Temer chegou sem os carros oficiais, num carro prata, acompanhado de um veículo preto da equipe de seguranças do Palácio do Planalto.

Temer chegou à dez horas da manhã na residência da presidente do Supremo, que fica no Lago Sul, área nobre da Capital federal, e saiu pouco mais que às treze horas da tarde, sem falar com os jornalistas.

O chefe do Executivo e a Chefe do Judiciário já haviam conversado por telefone depois que divulgou-se o massacre na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, no Estado de Roraima, em que 33 presidiários foram brutalmente assassinados.

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O motivo do diálogo era a situação dos presídios brasileiros.

Nos dois primeiros dias do ano, numa rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, no Amazonas, 56 detentos também foram brutalmente assassinados, num massacre que espantou o mundo e não era visto em terras brasileiras desde o Massacre do Carandiru, em 1992.

O tema do encontro entre os dois mandatários foram ações conjuntas que os dois poderes poderão traçar para enfrentar a aberrante crise de Segurança enfrentada pelo país.

Plano Nacional de Segurança

O governo Temer lançou, antecipadamente, na tentativa de aclamar os ânimos, o Plano Nacional de Segurança. Esse projeto consiste em criar centros de inteligência das Polícia Militar e Civil, Forças-Tarefa do Ministério Público para a investigação de homicídios e a incrementação de ações no combate ao tráfico nas Fonteiras, como as alterações na operação Ágata, de responsabilidade do Exército e do Ministério da Defesa.

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O ministro Alexandre de Morais, entretanto, cancelou uma viagem que faria a Roraima, após a governadora do estado, Suely Campos, do Partido progressista, que pertence à base alidada do Governo Federal, dizer ao presidente Temer, em conversa por telefone, que não seria necessária a presença do Ministro no Estado para averiguar o presídio onde ocorreu o massacre, assim como fez no Amazonas. #Carmem Lúcia #Crise nos presídios