#Teori Zavascki não era apenas mais um ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), o jurista era o relator da maior operação contra a corrupção que o Brasil já viu: a #Lava Jato. Tal função fez com que o ministro passasse a ser admirado por uns e odiado por outros.

Nessa quinta-feira, 19, Teori deveria estar aproveitando mais um dia de férias, devido o recesso do Supremo, mas decidiu encurtar seu descanso para analisar delações de executivos da Odebrecht, que seriam homologadas nos próximos dias. Tais declarações, impactariam e prejudicariam inúmeros políticos brasileiros que ainda não são réus ou investigados pela Polícia Federal.

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Em junho de 2016, o ministro deu uma entrevista para a Agência Brasil, onde confirmou que existem tentativas de parar a Operação Lava Jato. Outros ministros também já haviam confirmado tal informação. Teori disse que acreditava que as instituições do Estado e a lei iriam vencer toda e qualquer tentativa de frear a operação. Ele também alertou que sofria ameaças e que se algo acontecesse com seus familiares, já saberiam onde procurar. Ao fim de sua declaração ele frisou que “o recado estava dado”.

O acidente

Autoridades que participam do resgate das vítimas, no Rio de Janeiro, e moradores de Paraty, contaram que chovia muito no momento da queda do avião, que caiu próximo da pista de pouso, no mar.

Apesar das fortes chuvas, que marcam a semana dos estados do Sul e Sudeste brasileiro nessa semana, ainda não há nenhuma informação sobre o que teria ocasionado o acidente.

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Uma investigação deve ser aberta assim que todos os oito passageiros da aeronave forem resgatados.

O STF e o Palácio do Planalto não emitiram nenhum comunicado oficial, confirmando a morte do ministro, mas o filho de Teori, Francisco, divulgou, por volta das 18h30, que havia recebido a notícia da morte do pai.

O poder que Teori tinha em suas mãos

O ministro era o responsável por analisar e homologar as delações que podem colocar no banco de réus: deputados, senadores, executivos e inúmeros outros políticos. As homologações estavam agendadas para acontecer até fevereiro, mas ele, por algum motivo, quis fazer a viagem nessa quinta-feira, 19, para analisá-las o quanto antes.

Após o luto oficial, Temer indicará um novo ministro para assumir as homologações. #Acidente aéreo