O ex-candidato presidencial e senador Aécio Neves (PSDB) foi acusado por um executivo da #Odebrecht de criar um esquema de suborno para beneficiar os contratados de obras da sede do governo estadual de Minas Gerais, em Belo Horizonte, quando era governador do Estado.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo desta quinta-feira (02), o ex-diretor de infra-estrutura da Odebrecht, Benedicto Júnior, disse aos promotores do Ministério Público, em seu acordo de delação premiada, que se reuniu com Neves em Belo Horizonte e que o ex-governador o instruiu a falar a um subordinado que determinaria a porcentagem da propinas para a Odebrecht ganhar o contrato.

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Benedicto Junior, que faz parte de um grupo de 77 executivos da Odebrecht, que concordaram em dizer tudo em troca de sentenças indulgentes no escândalo de #Corrupção Lava Jato, disse que a ajuda de Aécio determinou um retorno de 2,5% a 3% para o governo estadual, em troca do projeto.

Segundo o executivo Benedicto Junior, o senador #Aécio Neves esteve pessoalmente envolvido com a escolha do empreiteiro para construir a nova sede administrativa do governo de Minas Gerais, em Belo Horizonte.

O edifício, elaborado pelo famoso arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer, custou cerca de R $ 2,1 bilhões na época, é considerado a obra mais cara da gestão do PSDB em Minas. Foi finalizado em 2010, durante a gestão de Aécio Neves como governador.

As informações fornecidas sobre Benedicto foram confirmadas aos repórteres da Folha por pessoas ligadas às investigações.

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Ainda de acordo com o canal de notícias, na negociação com os promotores federais, executivos da Odebrecht confessam que houve dezenas de políticos nomeados, a quem a empresa deu dinheiro em troca de benefícios públicos.

O jornal disse, ainda, que Aécio Neves enviou à Folha de S. Paulo uma declaração repudiando as acusações feitas pelo executivo da Odebrecht. Ele denomina as notícias como “supostas delações”. Aécio defende o fim do segredo sobre as delações "para que todo o conteúdo seja de conhecimento público" e para que os acusados possam se defender publicamente.