Após semanas de espera e muita polêmica em torno da escolha do novo ministro da Justiça, enfim o Palácio do Planalto anunciou, nesta quinta-feira (23), que o escolhido pelo presidente Michel #Temer para ocupar o cargo é o experiente deputado Osmar Serraglio. Ele ocupará o cargo deixado por Alexandre de Moraes, que foi indicado por Temer para o Supremo Tribunal Federal (STF), na vaga deixada em virtude do falecimento do ex-ministro e relator da Lava Jato Teori Zavascki.

Filiado ao PMDB desde 1978, Osmar Serraglio foi eleito para o cargo de deputado federal pela primeira vez em 1998 e já está no seu quinto mandato na Câmara Federal.

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Ele é advogado de formação e já trabalhou como assessor em vários governos, mas ganhou notoriedade nacionalmente quando assumiu a relatoria da CPI dos Correios (Comissão Parlamentar de Inquérito), que precipitou a investigação que revelou o chamado esquema do Mensalão no governo petista do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Mesmo sendo visto com desconfiança por ser considerado grande aliado do deputado cassado Eduardo Cunha, o deputado Serraglio foi eleito para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara em meio ao tumultuado processo que tramitava no Conselho de Ética contra Cunha. Sob o seu comando, a comissão que analisava a situação, acabou rejeitando o recurso impetrado pela defesa de #Eduardo Cunha.

Parlamentar experiente e astuto, conseguiu o apoio da bancada do PMDB, de outros partidos e da bancada ruralista, sendo esse último apoio fundamental para que seu nome ganhasse força junto ao PMDB.

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Ao escolher Osmar como o novo ministro, o presidente Temer cede as pressões do seu partido.

As críticas em relação a sua indicação como ministro da Justiça recaem novamente na ligação dele com o ex- presidente da Câmara Eduardo Cunha, críticas essas respondidas por ele de forma enfática, ao dizer que continuara imparcial como foi nas suas outras atuações em cargo público. Ele avisou que nada vai fazer para parar as investigações da Operação Lava Jato. #osmarserraglio