O ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, tem uma visão sobre a legalização das drogas diferente da maioria do povo brasileiro. Na sua opinião, o projeto que visa a legalização da maconha deveria ter mais atenção no congresso. E indo além do usual, o ministro ainda acha que a cocaína também é uma possibilidade. Isso tudo com o objetivo de acabar com o tráfico de drogas.

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Luís Roberto Barroso está no cargo desde o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), quem o nomeou ministro. Em novembro do ano passado, quando houve a votação para a liberação do #aborto (apenas no primeiro trimestre de gravidez), Barroso votou a favor, junto de Luiz Edson Fachin e Rosa Weber, que também foram indicados por Dilma..

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A agência Reuters entrevistou o ministro nessa última sexta-feira (10/02) e ele disse acreditar que a solução para o problema que o país enfrenta com o tráfico de drogas, e a violência que o mesmo gera, é a legalização das drogas. Ele afirmou que só assim iria reduzir o poder que esses indivíduos tem sobre a população.

Barroso comparou o Brasil com os Estados Unidos e com a Europa, falando que o principal problema do Brasil é o poder que o tráfico tem sobre as comunidades mais pobres. Enquanto nos países mais desenvolvidos, o problema é justamente no impacto sobre os consumidores. E acrescenta que em sua opinião, é uma questão de tempo, que se não for agora, no futuro irá ser legalizada a maconha. Mas que se demorarmos muito, uma quantia muito maior de dinheiro será gasta à toa.

O ministro não acha que deve legalizar a cocaína de imediato junto com a maconha. No momento, Barroso afirma que a maconha deve ser legalizada e então poderá ser possível avançar para a cocaína também.

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Segundo ele, para derrotar de verdade o tráfico é preciso considerar a legalização de outras drogas também.

Ao final da entrevista, Barroso diz que não há garantias que seu plano funcione. Mas acrescenta que a guerra contra as drogas não está funcionando, logo não há motivo para continuar cometendo os mesmos erros, disse ele encerrando a entrevista. #Política #legalização drogas