Uma reportagem de Igor Gielow publicada, nesta segunda-feira (27), no jornal Folha de S.Paulo teve um título curioso. Notificando que o pré-candidato à Presidência da República e deputado federal Jair Messias Bolsonaro (PSC-RJ) disputa terceira via com #Marina Silva, o jornal preferiu se referir a Bolsonaro por "nome conservador alternativo" ao invés do seu próprio nome, além de estampar uma imagem de Marina Silva como imagem principal.

Na reportagem, atribuía-se o crescimento de Jair Bolsonaro ao "vácuo de lideranças viáveis" da direita e dizia que o mesmo seria provavelmente apenas um "sintoma temporário, fadado a seus limites".

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Isso dá-se pelo fato de que a simpatia pelas ideias conservadoras poderia ser algo temporário, decorrente da aversão ao governo PT, mas que isso poderia mudar com o decorrer do tempo.

Sobre Marina Silva, mencionou-se que a mesma poderia ser "como Nelson Mandela", salvo sua equipe e articulação política, e o que a impede de crescer seria o partido em que a mesma se encontra.

A rejeição da mídia de forma geral pela figura de #Jair Bolsonaro parece ter crescido ultimamente. Nesta mesma semana, o pré-candidato se negou a dar uma entrevista para o jornal O Estado de S. Paulo, conhecido como Estadão, a menos que a mesma fosse gravada por alguém de sua confiança e transmitida ao vivo, a fim de evitar manipulações nas suas falas, problema já enfrentado anteriormente e que levou a um processo judicial contra o programa CQC.

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Conforme criticado por seu filho, o deputado federal #Eduardo Bolsonaro (PSC-RJ) perguntou se alguém teria dúvidas de que o jornal se aproveitaria do formato escrito da entrevista para denegrir o candidato conservador. Na reportagem intitulada "Rede de Bolsonaro na 'teia' do motim", o jornal relacionava nomes responsáveis pela greve dos policiais militares no Espírito Santo a Jair Bolsonaro.

Segundo os simpatizantes da família Bolsonaro, a reportagem soou como uma perseguição, preferindo atacar a Jair, que não teve provas de envolvimento com a greve, ao invés de se referir aos nomes revelados.

Veja abaixo a publicação de Eduardo Bolsonaro: