O deputado federal Jair Messias Bolsonaro (PSC-RJ) publicou, em sua página no Facebook, no último dia 25, sábado, um vídeo contendo o discurso do #Padre Ricardo contra a suposta #doutrinação marxistas nas escolas brasileiras e de como a atenção dada para os temas políticos acaba interferindo diretamente na qualidade de ensino dos alunos, deixando-os despreparados para as futuras formações, com problemas básicos de escrita e leitura, além do analfabetismo funcional tão presente nas universidades do país.

Segundo Padre Ricardo, o ensino das matérias é relativizado e deixado de lado para que o foco fique sobre os temas políticos discutidos como se fossem meros exemplos.

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Além disso, mesmo sem conhecer a realidade de todos aqueles que estavam assistindo seu discurso, o padre salientou que sabia que muitos dos seus ouvintes já haviam passado por aquela experiência no seu tempo de escola e faculdade.

Bolsonaro postou o vídeo com a clara intenção de alertar seus eleitores sobre o suposto problema levantado pelo padre e, de certa forma, criar um link com o projeto "Escola Sem Partido", que há meses é apoiado pelo parlamentar, seus aliados e seus eleitores.

Segundo as diretrizes da proposta, o projeto visa tornar o ensino escolar mais neutro e imparcial, impedindo que professores cometam abuso de poder e utilizem seu cargo de autoridade dentro de sala de aula para levantar assuntos de puro interesse ideológico e que fogem do objetivo do currículo escolar.

Segundo o site do projeto, a lei também visa garantir o respeito dos professores pelos diferentes tipos de educação moral que os alunos receberam de seus pais e que não farão propaganda partidária dentro de sala.

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Além disso, também pretende proibir qualquer tipo de favorecimento ou impedimento aos alunos por questões ideológicas, religiosas, morais, filosóficas, políticas ou a falta delas.

Os professores também não poderão apresentar o conteúdo com um ponto de vista unilateral, ou seja, terão que apresentar as principais opiniões, teorias e perspectivas contrárias à teoria estudada. Dessa forma, o projeto busca evitar que uma corrente de pensamento soe como uma verdade universal, sem críticas ou contestações.

Os apoiadores negam que o projeto seja uma forma de censura ou ataque à liberdade de expressão do professor, mas sim uma forma de proteger o alunos, que, de uma forma geral, não possuem mecanismos e nem conhecimento para debater de forma igualitária com professores doutrinadores. A postagem foi apoiada pelos eleitores de #bolsonaro e também contou com alguns testemunhos de ex-alunos que alegaram passar por situações de doutrinação nos seus tempos de escola.

Você pode conferir alguns comentários logo abaixo:

"Renova a esperança ouvir isto! E saber que temos uma boa alternativa para votar nas próximas eleições.

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Nunca tivemos oposição de verdade desde que essa corja se instalou! Quando falei em Bolsonaro algum tempo atrás muita gente torceu o nariz, é preciso romper o vício de acreditar em tudo que se vê na TV e observar o que acontece pela janela, na Vida real!", comentou Gisele Santos.

"Me ganhou na hora que disse 'se querem implantar o socialismo, nada melhor para dominar uma sociedade do que dominar uma classe de idiotas'. Fiquei muito satisfeito de ver alguém falar com esta clareza sobre isso, precisamos de mais pessoas inteligentes assim e que possam argumentar como ele", comentou Marcelo Marchiodi.

Confira o vídeo abaixo: