Embora a popularidade de Jair Bolsonaro tenha surgido nos últimos anos, quando a crise política se instaurou no país, não é recente sua carreira política. Ele tornou-se vereador em 1989, elegendo-se deputado federal, dois anos mais tarde, e permanecido na política desde então.

Bolsonaro nunca teve um projeto político aprovado, isso bem antes da polarização política do país, antes de Dilma, Lula e FHC. O político também nunca foi revisor de nenhum projeto e sua carreira se destaca por declarações polêmicas e promessas que nem mesmo ele poderia cumprir, como executar a pena de morte no país.

A pena de morte, defendida por ele, é prevista no Brasil em caso de guerra declarada e mudar essa previsão somente é ‘possível’, criando uma nova Constituição Federal, entretanto, a CF segue o preceito de que nenhuma nova constituição pode revogar direitos fundamentais ou cláusulas pétreas, não sendo permitido retrocessos, logo, mesmo que, hipoteticamente, Bolsonaro fosse o presidente, não haveria possibilidade do Congresso aprovar tal medida.

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O Ranking Político lista a vida pregressa de todos os parlamentares, mostrando como votaram em projetos importantes, bem como gastos por mandato, entre outras informações importantes. Em tal ranking, é possível ver que Bolsonaro votou contra a PEC 182/2007, que consiste em conferir a perda do mandato ao senador ou deputado que vier a trocar o partido pelo qual foi eleito, por uma nova sigla, com exceção para extinção de partido ou fusão de siglas. A forma como os parlamentares votam em cada sessão, também é mostrada no site oficial da Câmara dos Deputados, exceto quando se trata de votação secreta.

A motivação do deputado seria o fato do mesmo já ter passado por outros partidos e caso o PSC não confirme sua candidatura para presidência da República, é esperado que haja uma nova troca de partido.

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Hoje, o que Bolsonaro temia, tornou-se uma realidade: político que trocar de partido durante o mandato, perde, automaticamente, o seu cargo.

Bolsonaro já passou pelo PDC, PTB, o extinto PFL, PPR, PP e está no #PSC, entretanto, após um desentendimento nas #Eleições do ano passado e segundo foi amplamente divulgado pelos principais meios de comunicação, Bolsonaro rompeu sua aliança com o presidente do partido, Pastor Everaldo, sendo este uma peça chave para conseguir o direito de se candidatar.

Existe a chance da sigla optar por deixá-lo disputar uma reeleição na Câmara, e não a presidência, já que perdendo a eleição, a sigla perde um nome que angaria muitos votos capazes de levar outros deputados para a Câmara. Bolsonaro tem popularidade entre grupos de extrema direita, entretanto, para vencer ou ir para o segundo turno de uma eleição presidencial, considerando-se as últimas abstenções, é preciso ter no mínimo, 50 milhões de votos.

Segundo informou o Radar On-Line, da Veja, em novembro de 2016, o político chegou a consultar o STF para saber se pode trocar de partido antes de março de 2018, sem ser punido.

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Embora permaneça no PSC, Bolsonaro evita mostrar o nome do partido em imagens publicitárias das redes sociais mantidas por sua assessoria, evidenciando que a relação com seu partido não é mais a mesma. Segundo o Estadão, o político estaria interessado no PR, único partido que ainda não tem um político para disputar a presidência. #Jair Bolsonaro