A delação premiada de Alexandre Margotto afirma que o empresário Eike Batista pagou propina a Eduardo Cunha. Segundo o delator, a ação tinha como objetivo fazer com que o Fundo de Investimento do FGTS repassasse dinheiro para empresas do grupo do empresário. Uma das empresas de Eike recebeu nada menos do que R$ 750 milhões do fundo em 2012, para obras no porto de Açu.

Ligação com Cunha

Alexandre Margotto foi denunciado em outubro de 2016 e é ligado nas investigações a Lúcio Funaro, homem indicado como o operador de #Eduardo Cunha em esquemas de #Corrupção. As informações foram reveladas pela TV Globo, que teve acesso à delação.

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Assim como Eduardo Cunha e #Eike Batista, Funaro segue preso.

Além deles, o ex-vice-presidente dos Fundos de Governo e Loterias da Caixa, Fábio Cleto, foi indiciado ano passado pelo Ministério Público Federal por conta do esquema de corrupção. Segundo o MPF, Cleto era um dos homens de influência de Cunha na instituição responsável pelos investimentos do FGTS. Ele teria poder para agilizar a liberação de investimentos do FGTS de acordo com as ordens e os interesses de Eduardo Cunha.

Encontro internacional para selar a propina

Em um das partes do depoimento, Alexandre Margotto afirma que Lúcio Funaro esteve com Eike Batista durante um jantar em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Pouco tempo depois, segundo Margotto, o FGTS liberou o investimento para a empresa de Eike a mando de Eduardo Cunha.

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Ainda segundo Margotto, Funaro afirmava que tinha poder para barrar empréstimos e investimentos pedidos por Eike. O operador de Cunha se vangloriava e dizia que mesmo "um dos dez homens mais ricos do planeta" precisaria da sua aprovação ou nunca conseguiria a liberação dos valores necessários para as suas empresas.

O que dizem os envolvidos

A Caixa informou que mantém contato direto com os órgãos envolvidos na investigação.

Segundo a defesa de Funaro, ele nega as acusações e diz ter sido ameaçado por Margotto. As ameaças, inclusive, teriam sido registradas em boletins de ocorrência.