Após a morte do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, se fez necessário que um novo nome fosse indicado para compor o quadro de ministros da Suprema Corte do Judiciário brasileiro. Em meio a suas atribuições, coube a Michel Temer indicar o nome do possível novo ministro - o candidato ainda será sabatinado e terá que passar pelo crivo Senado Federal antes de ser oficializado. Alexandre de Moraes, atual ministro da Justiça de Temer, foi o escolhido pelo peemedebista. Vale ressaltar que o mesmo é filiado ao PSDB.

O anúncio da escolha por Moraes causou um imediato mal estar na opinião pública. Já se especulava desde os primeiros dias após a morte de Teori Zavascki a possível indicação de Moraes, e desde então o atual ministro já era rejeitado pela grande maioria.

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Tamanha rejeição não veio à toa. Moraes carrega consigo um polêmico histórico, tanto no mundo do Direito como quanto suas atuações como político. Inclusive, o próprio já foi causador de diversos desgastes a imagem do governo de Michel Temer por algumas falas.

Conheça algumas das polêmicas do indicado por Michel Temer ao STF:

Clientes famosos

As controvérsias de Alexandre de Moraes começam em seu histórico de clientes. Os dois mais famosos que marcaram a carreira do possível novo ministro do STF são: Eduardo Cunha e o Primeiro Comando da Capital (PCC). O tucano defendeu o ex-presidente da Câmara dos Deputados na ação que julgava o uso de documentos falsos por parte do peemedebista. O processo foi arquivado em 2014 por falta de provas.

Mas o cliente mais famoso de Alexandre de Moraes, com certeza, é o PCC.

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A organização criminosa paulistana - com braços que se estendem pelo território nacional - é considerada a maior e mais perigosa, junto com o Comando Vermelho - do Rio de Janeiro.

À época, o filiado ao PSDB foi identificado como advogado na área civil da Transcooper em 123 processos no Tribunal de Justiça de São Paulo. Essa cooperativa é uma das cinco citadas e investigadas como responsáveis pela lavagem de dinheiro e formação de quadrilha do PCC.

Polêmicas como ministro

Os pouco mais de seis meses à frente do Ministério da Justiça foram mais do que suficientes para Alexandre de Moraes causar incríveis constrangimentos. Já de cara, no dia 10 de junho do ano passado, ele editou uma portaria do Ministério da Justiça paralisando por 90 dias ações que visavam os diretos humanos.

Ele também foi o responsável por comandar a pasta da Justiça no momento em que o sistema carcerário brasileiro passou por uma de suas maiores crises, com mais de 130 mortes, em sete estados diferentes, em um intervalo de dias.

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O mesmo foi "pego na mentira" quando afirmou que o governo de Roraima não solicitou ajuda do ministério e dias seguintes a governadora do Estado comprovou a solicitação e a recusa em ajudar assinada por Moraes.

O ministro também é acusado de ter e divulgar informações privilegiadas sobre a Lava Jato. Em um encontro promovido pelo Movimento Brasil Livre (MBL), em setembro, Moraes afirmou para pessoas que lhe questionavam sobre a Operação que "esta semana vai ter mais (operações)". E completou: "quando vocês virem essa semana, vão se lembrar de mim". Curiosamente, no dia seguinte a afirmação, Antônio Palocci foi detido pela 35ª fase da Operação. #Dentro da política