Em uma entrevista de uma hora e meia, o procurador do Ministério Público Federal, Deltan Dallagnol, revelou os próximos passos das investigações da operação Lava Jato. A prisão do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e do empresário Eike Batista, abriram caminhos para a #Lava Jato entrar em um novo período de investigações, comprometendo o Brasil com novos escândalos de corrupção.

Com os acordos de delação premiada da #Odebrecht, Deltan Dallagnol diz que uma movimentação em vários Estados brasileiros ocorrerá porventura da delação, diversos políticos serão apontados envolvendo vários partidos. Ele atribuiu que os Estados terão "filhotes" da Lava Jato espalhados por todo o canto.

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Questionado sobre a Lava Jato acusar apenas o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), Dallagnol foi enfático ao dizer que a operação não é partidária e que o resultado das investigações é a forma como os crimes foram distribuídos.

Novo foco

A expansão da operação Lava Jato faz com que em 2017 um novo foco entre em atenção: investigação de contratos milionários de empresas de marketing com a #Petrobras. O procurador do MPF disse que o foco agora são as instituições financeiras porque muitas violam leis fazendo com que a sociedade se prejudique com fraudes. Dallagnol enfatiza que o objetivo é que instituições financeiras tanto do Brasil como do exterior sejam responsabilizadas por ações ilícitas e que assim, consigam ressarcir os cofres públicos.

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Deltan explicou que as investigações "filhotes" nem sempre serão apuradas em Curitiba, outros Estados terão o papel de investigar casos que foram revelados a partir de investigações na Petrobras.

O procurador comentou sobre a economia e enfatizou que quanto mais casos de corrupção aparecem em um país, mais a economia fica precária, porém juízes não devem ser culpados por terem "encontrado o cadáver", ele enfatiza que todos buscam viver em um país melhor e esse é o primeiro passo, desvendar crimes e punir os culpados.