A morte do ministro Teori Zavascki foi um duro golpe para a operação Lava Jato. Mas o País poderia superar esse golpe e manter viva a operação. Para tanto era necessário que os demais ministros do STF e o governo #Temer fizessem sua parte. O Supremo Tribunal Federal fez a parte dele. A presidente do tribunal, ministra Carmem Lúcia, homologou a delação premiada dos executivos da Odebrecht, papel que seria de Teori Zavascki. A ideia era evitar que a operação ficasse paralisada até que o presidente Michel Temer indicasse um novo ministro. Agora faltava apenas Michel Temer indicar um substituto, que será o novo relator da operação de combate à corrupção, a maior da história do Brasil.

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Só que a indicação de Temer surpreendeu pelo perfil controverso do indicado: Alexandre de Moraes.

Comentaristas jurídicos e políticos desconfiam que a indicação de Alexandre de Moraes é uma tentativa de Michel Temer de minar a #Lava Jato. Hélio Gurovitz, do G1, enumerou alguns fatos que corroboram essa visão da polêmica decisão do presidente da República:

  • Alexandre de Moraes é filiado ao PSDB, o que claramente provoca um conflito de interesses. Para ser minimamente ético, ele precisará se declarar suspeito nos julgamentos envolvendo membros do PSDB. O próprio Alexandre escreveu, em sua tese de doutorado, que juristas filiados a partidos políticos não devem ser indicados ao Supremo Tribunal Federal.
  • Moraes esteve envolvido no início deste ano em um desastre: o caos no sistema penitenciário. Chegou a dizer que um dos estados atingidos pela crise (Roraima) não pediu apoio do Governo Federal. Dias depois, foi publicamente desmentido pelo governador de Roraima, que exibiu provas documentais da solicitação - que não foi atendida e não se sabe por quê.
  • Em 2016 ele se precipitou ao falar de uma ação da Polícia Federal contra membros do PT. Dias antes da operação, ele foi filmado falando para um grupo de manifestantes que haveria mais uma ação da Polícia Federal dentro da operação Lava Jato. A açao aconteceu e Alexandre de Moraes teve de vir a público afirmar que tudo foi apenas uma coincidência.
  • Consta em seu currículo como advogado a defesa do ex-deputado (atualmente preso e aguardando julgamento) Eduardo Cunha.

Hélio Gurovitz ainda afirma que Michel Temer foi pressionado por políticos aliados - e sob investigação da Lava Jato - a indicar Alexandre de Moraes.

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A pressão funcionou. Resta agora torcer para que Hélio Gurovitz, Míriam Leitão e investigadores da Lava Jato estejam todos errados.