Alguém poderia dizer que o mar não está para peixe, ou melhor, a Marquês de Sapucaí não está para todos os foliões, ao menos no que se refere ao ex-governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que é mais um dos apenados no #Presídio de Bangu, na Zona Oeste da cidade. Em anos passados, o político sempre era alvo dos holofotes da mídia em geral, se assemelhando mais a uma verdadeira estrela de Hollywood quando surgia no sambódromo carioca.

Os gastos com um amplo camarote reservado a Cabral e sua trupe eram altíssimos, mas hoje a ostentação nababesca de outrora não existe mais. Por outro lado, o contexto das vacas magras e a prisão de Sérgio não impossibilitaram que Marco Antonio, filho do ex-governador, se esbaldasse na folia de Momo, sendo um dos raros políticos que deram as caras no 1º dia de desfile do Grupo Especial das escolas de samba do Rio.

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Cabralzinho, como é chamado comumente pelas pessoas mais próximas, esteve na Sapucaí em torno das 3h e circulava rápido, em alguns momentos com a cabeça baixa no meio da multidão, sempre acompanhado de dois guarda-costas e poucos colegas. Nesse momento, a famosa Beija-Flor estava desfilando e Marco Antônio entrou em um camarote, onde com a costumeira “carteirada”, pôs um amigo no interior do espaço, mas ele mesmo ficou pouquíssimo tempo por lá.

Cabralzinho de novo usou de uma prática que lhe parece comum e, com mais uma carteirada nos vigilantes da Liesa - Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de janeiro, os quais cuidavam da pista, o político tratou de colocar quem o acompanhava para dentro da folia.

A Marquês de Sapucaí, que foi construída na época do governo do falecido Leonel de Moura Brizola, parece que durante o período carnavalesco se transformava no principado de Cabral e sua família.

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Por exemplo, no ano de 2013, o então histriônico governador sambou usando um tênis e uma camisa rosa durante o desfile da Mangueira, chegando até mesmo a se prestar ao papel de reger a bateria e se apropriar do chocalho de um dos ritmistas.

Em 2014, o último ano em que Cabral dominava o Rio de Janeiro, e já com a popularidade em decréscimo, o político surgiu no sambódromo de chapéu Panamá e com uma camisa polo, atuando de forma circense e oferecendo carinho a todos; beijou Eduardo Paes, o prefeito carioca daquele ano e deu de beber aos ritmistas para aplacar a sede dos mesmos. Pena que Cabral só não aplacou a sede dos direitos sociais mais básicos dos seus conterrâneos, o povo comum.

Marco Antônio discursando no Congresso

#Sergio Cabral #Carnaval