O delegado de Polícia Federal, Marlon Oliveira Cajado dos Santos, membro de inquéritos da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), sugeriu que o ex-presidente Luiz Inácio Lula Silva, o ex-ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante e a ex-presidente #Dilma Rousseff, que ao praticar crimes, sejam julgados em primeira instância, pois eles não têm a proteção do foro privilegiado.

O relatório com 47 páginas foi enviado para o ministro e relator da Lava Jato no STF, Edson Fachin e também ao procurador-Geral da República, Rodrigo Janot. Pelas avaliações da Polícia Federal, as provas para uma condenação seriam suficientes.

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#Lula e Dilma são acusados de crimes de obstrução de Justiça, enquanto Aloizio Mercadante é acusado de tráfico de influência e obstrução de Justiça.

Em março do ano passado, a tentativa de Dilma Rousseff nomear o ex-presidente Lula como ministro da Casa-Civil alertou as autoridades que afirmaram ser um balbucio de "embaraçar" as investigações da Operação Lava Jato, pois Lula ganharia o foro privilegiado pelo Supremo Tribunal e se "livraria" do julgamento do juiz federal Sérgio Moro. Foi o ministro Gilmar Mendes que barrou a nomeação de Lula, impedindo-o de se tornar ministro.

Em um trecho do relatório, Cajado cita que a união de Lula e Dilma foi de "forma consciente" com objetivo de travar investigações referentes a Lula, enfatizando que "o conjunto probatório foi suficiente".

No caso de Mercadante, a polícia concluiu as acusações contra o ex-senador devido a um áudio de uma conversa entre ele e Eduardo Marzagão, ex-chefe de gabinete do ex-senador Delcídio do Amaral.

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Mercadante teria tentado fazer com que Delcídio não colaborasse com a PF em delação premiada. Mercadante teria "costurado uma saída" envolvendo o presidente do Senado, Renan Calheiros, o ministro do STF, Ricardo Lewandowski e Bruno Dantas, advogado-geral do Senado Federal.

O delegado Cajado sugeriu que as investigações, contra Dilma, Lula e Mercadante, passem para o domínio da Justiça do Distrito Federal (primeira instância). #Corrupção