O juiz da 7° Vara Criminal do #Rio de Janeiro, Marcelo da Costa Bretas, está ganhando destaque pelo modo que lida com inquéritos da Lava Jato no Rio. Logo quando iniciou sua carreira como magistrado, ele condenou Assis Paim Cunha por crimes financeiros da ditadura, um dos maiores escândalos da época. Assis, que hoje é falecido, afirmou: "Fiquei chocado com essa sentença. Esse rapaz deve ter querido mostrar independência, foi a pena mais alta que tive".

As penas consideradas rigorosas e repreensões severas se tornaram destaque na carreira do juiz, há defensores que se queixam da "mão pesada" de Marcelo Bretas e avaliam que ele é mais rigoroso que o juiz paranaense Sérgio Moro, conhecido por conduzir de forma rígida a operação Lava Jato.

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Bretas também ficou conhecido como o "Moro do Rio", em referência ao paranaense.

Religiosidade e julgamentos

Filho de pais evangélicos e muito religioso, quando Bretas foi transferido por sorteio para assumir a 7° Vara Criminal, ele chegou no local de trabalho e abriu uma pasta que continha uma Bíblia dentro. Bretas deixou claro apontando para a Bíblia: "Este é o principal livro dessa Vara". O diretor da secretaria da Vara, Fernando Pombal, avaliou que o livro é como o "guia de espírito e de inteligência" do juiz.

Ao julgar o caso do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, decretando prisão preventiva por corrupção e lavagem de dinheiro, a defesa de Cabral entrou com um pedido para afastar Bretas justificando que ele teria julgado baseando-se em pensamentos religiosos.

Marcelo Bretas havia utilizado um trecho da Bíblia ao decretar a prisão de Cabral: "Por que será que as pessoas cometem crimes com tanta facilidade? É porque os criminosos não são castigados logo", o trecho é de Eclesiastes, capítulo 8, versículo 11.

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O procurador Cláudio Henrique Viana que conheceu o juiz federal logo quando ele entrou para o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, disse que "não é fácil modificar a decisão dele" e que "ele sabe o que faz, está na briga para ganhar". #SérgioMoro #MarceloBretas