O ex-senador petista pelo estado do Mato Grosso do Sul, Delcídio Amaral, esteve novamente à sede da #Polícia Federal de Brasília. Ele se apresentou para depoimento nesta quarta-feira (15), à décima Vara Criminal da Justiça Federal de Brasília, no Distrito Federal. Durante a oitiva, o ex-senador do PT, hoje em sem partido, acusou novamente o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, pela tentativa de "comprar" o silêncio do ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró. Naquele momento, o ex-diretor da Petrobras, buscava colaborar com a Operação Lava-Jato. O depoimento de Delcídio Amaral durou cerca de três horas.

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O político sul-mato-grossense fez um acordo de colaboração premiada junto ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal.

Obstrução de investigações

O interrogatório dirigido ao ex-senador, durante a oitiva, teve como papel preponderante, analisar sob o âmbito da ação penal que envolve o ex-presidente #Lula e outros seis réus, além do próprio ex-senador, se tiveram como objetivo a atuação que pudesse, de qualquer modo, obstruir as investigações da Operação Lava-Jato. O ex-senador reafirmou convicto que a intenção de Lula era evitar o comprometimento do seu amigo pecuarista José Carlos Bumlai, num eventual processo de delação premiada. Este foi um dos principais motivos para que Lula pedisse a Delcídio para "ver a questão do Bumlai", segundo o ex-senador.

Delcídio, neste novo depoimento, reconheceu enfaticamente o erro cometido, ao afirmar perante à Justiça Federal de Brasília, que "ele cometeu uma sandice ao tomar essa atitude", disse, em relação à procurar da família de Bumlai, a pedido de Lula, para que efetuasse um pagamento mensal de R$ 50 mil à Cerveró.

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O filho de Cerveró, Bernardo, acabou gravando a conversa naquele período, no qual era revelado o plano que pudesse evitar a colaboração de seu pai, e até mesmo, o financiamento de uma fuga para a Espanha. Delcídio foi preso em novembro de 2015.

Defesa de Lula contesta

Os advogados do ex-presidente Lula acusam o ex-senador Delcídio Amaral, como parte interessada no processo de delação premiada de Nestor Cerveró. A defesa também afirma que todos os demais depoimentos colhidos na ação penal, colidem com a versão do ex-senador e, segundo a defesa, "deixam claro que Lula jamais participou direta ou indiretamente de qualquer tentativa de intervenção no processo de delação premiada de Nestor Cerveró". #Corrupção