A Operação Lava-Jato, considerada a maior operação de combate à #Corrupção na história do Brasil, atingiu grande expectativa por parte da sociedade brasileira, em sua imensa maioria, que deposita grande confiança nos trabalhos da força-tarefa que é comandada em primeira instância, pelo juiz Sérgio Moro, a partir da décima terceira Vara Criminal da Justiça Federal de Curitiba, no estado do Paraná. A força-tarefa da Lava-Jato investiga escândalos de corrupção e distribuição de propinas, de ordem bilionária que envolve políticos e empresários, muitos dos quais presos e que se beneficiaram de rombos "estratosféricos" que tiveram origem nos cofres públicos da maior estatal brasileira; a Petrobras.

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Entretanto, nem sempre a força-tarefa de Curitiba está de acordo com os passos tomados na mais alta Corte do país; o Supremo Tribunal Federal (#STF).

Lava Jato 'versus' Supremo

O procurador da República e coordenador da força-tarefa da Operação Lava-Jato, Deltan Dallagnol, enfatizou em seu livro, que discorda da postura da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia e da mais alta Corte, em alguns aspectos. Um dos principais temas que colocam o coordenador da força-tarefa da Lava-Jato e o Supremo Tribunal Federal, em lados opostos, se refere o que Deltan revela que tenha ocorrido no Judiciário do Brasil, onde "se desenvolveu o hipergarantismo, que só tem olhos para os direitos do réu, porém, se esquece dos direitos da sociedade", ressaltou o procurador.

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Deltan Dallagnol afirma discordar da chamada "prática judicial" que encontra muito amparo no Supremo, em que se exige 100% de uma prova para que haja a condenação de um réu. Essa postura que é tomada muitas vezes no Supremo e também pela sua presidência, recebeu duras críticas por parte do coordenador da #Lava Jato. O procurador acredita ainda que a sociedade não deve encarar a Lava-Jato, como o "salvador da Pátria", como "solução para todo o problema da corrupção no Brasil". Segundo Deltan, a Lava-Jato contribui enormemente em benefício do Brasil, mas sozinha não resolve. "Tornam-se necessárias modificações estruturais, que se não forem seguidas, tudo retornará ao que era antes da operação, e desse modo, com o passar do tempo, provavelmente, tudo volte à condição inicial. Ou seja, são necessárias reformas", alertou o procurador.