Têmis é uma deidade da mitologia grega, que representa a magnitude da justiça e de todos os seus princípios éticos, tais como: verdade e a equidade entre os humanos, superando as mazelas e os desvios de caráter das pessoas más. Tanto que a figura feminina da deusa é personificada por uma mulher vendada e com uma balança nas mãos. Entretanto, todo esse simbolismo, ao menos no que diz respeito à verdadeira justiça no Brasil, tem perdido um pouco do seu significado e acaba sofrendo chacota de que a deusa não é neutra nas suas determinações, mas que ela é simplesmente cega diante de situações que deveriam ser salvaguardadas como a ordem, a justiça e a lei de fato. Tal contradição filosófica encontra na figura de Sérgio Cabral, ex-Governador do falido Estado do Rio de Janeiro, o exemplo mais clássico para melhor entendimento do tema.

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Aliás, pelo que tudo indica, Cabral sofre mais uma acusação de estar “aprontando”, mesmo estando encarcerado em Bangu, Zona Oeste da Cidade do Rio.

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A denúncia de um tratamento diferenciado para melhor por parte do sistema prisional em relação a Cabral, se comparado aos demais detentos do #Presídio, veio à tona, quando um ex-preso, que passou uma temporada em Bangu 8, por coincidência na mesma ala em que o ex-político se encontra, disse com riqueza de detalhes que Sérgio e outros corruptos detidos por meio da Operação Calicute da Polícia Federal, gozam diariamente de benesses e favores que os demais presidiários nem sonham em receber. O ex-detento em questão concedeu entrevista à "Rádio BandNews Fluminense" e confirmou, sem nenhuma ressalva, que Cabral tem não só um colchão de ótima qualidade, como também não se alimenta dia nenhum das comidas feitas para os presos comuns, ou seja, “eles diariamente comiam comida vinda de fora", reforçou o homem.

O entrevistado supõe, inclusive, que o colchão de Cabral deve ter vindo de casa, pois era completamente diferente dos colchões do presídio, os quais tinham somente 10 cm de espessura e muitos se encontravam detonados.

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A regra de dois pesos e duas medidas se aplicava também para o cardápio dos políticos e empresários criminosos que contribuíram na ruína econômica do #Rio de Janeiro e de sua população. Enfim, a comida que era dada aos presos do dia que ali se encontravam, era oferecida igualmente para esses detentos “especiais”, só que a diferença residia na questão de que os presos ordinários não podiam recusar os alimentos, caso contrário ficariam com fome até a próxima refeição, enquanto que os “criminosos de luxo” jogavam as suas quentinhas no lixo sem sequer abri-las.

O disparate é tão malvado que, ainda segundo o ex-presidiário, como ele ficava em uma cela distante dois metros da cela de Sérgio Cabral, costumava sempre pedir, diariamente, o jornal que Cabral recebia sabe-se lá de quem.

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A deusa Têmis é de origem grega, mas o descaso e a tragédia em que a população de bem do Rio está mergulhado é 100% nacional, visto que os corruptos jogam até 70 refeições pagas com o dinheiro do povo na lata do lixo todos os dias e que, muitas vezes, de acordo com a entrevista na BandNews Fluminense, Cabral e sua trupe usavam o self-service dos colaboradores que trabalham no presídio. Não é em vão que esse contexto desavergonhado nos lembra da interpretação de Cazuza que diz: “Brasil! Mostra a tua cara. Quero ver quem paga pra gente ficar assim. Brasil! Qual é o teu negócio? O nome do teu sócio?”. #Corrupção