Motivo de comemoração para uns e de desprezo para outros, a ex-presidente do Brasil, #Dilma Rousseff, revelou que poderá se candidatar a senadora da República ou deputada federal, no próximo ano.

Embora não tenha entrado em maiores detalhes sobre sua possível candidatura, Dilma deve se candidatar pelo estado do Rio Grande do Sul, onde vive desde que foi destituída do cargo de presidente da República. A entrevista foi conferida à revista Veja, onde Dilma afirma que não deve pleitear o cargo máximo da política, mas não descarta a possibilidade de tentar ser deputada ou senadora.

Apesar de Dilma ter obtido elevados índices de popularidade entre os brasileiros, o fato é que para os cargos de senador e deputado federal, os números de votos necessários são menores e a tendência é que ela vença o pleito.

Publicidade
Publicidade

O estado que mais exige votos para se efetivar em um dos cargos, é São Paulo, mas ainda existem os casos de políticos que conseguem vencer por conta da média de partido, fato comum quando é a primeira disputa de um candidato, como foi o caso de Eduardo Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro e até 2014, quase anônimo no mundo político ou nas redes sociais.

Vencendo, também é esperado que Dilma ‘puxe’ outros candidatos do PT para ocupar vagas no Congresso, principalmente se sua disputa for por uma cadeira na Câmara dos Deputados. Políticos bem votados, como Tiririca e Jair Bolsonaro, costumam levar várias pessoas para a Câmara devido seu elevado número de votos.

Vale ressaltar que os objetivos de Dilma podem ser adiados, no caso da Chapa PT-PMDB for cassada pelo TSE. Existe um processo em andamento que apura possíveis irregularidades durante a campanha de Dilma, em 2014.

Publicidade

Embora os ministros possam dividir a votação, separando presidente e vice, tudo indica que a condenação será conjunta e tanto Dilma, quanto Michel Temer, perderão seus direitos políticos por até oito anos. A defesa de Temer tenta fazer com a decisão só saia no próximo ano, devido aos inúmeros recursos que ainda estão à disposição de ambas as partes acusadas.

Qual o motivo do impeachment?

Dilma foi destituída do cargo, após um processo de impeachment que a condenou por crime de responsabilidade. O crime existiu, entretanto, ela não foi punida, exclusivamente, pelo mesmo, mas sim por não ter apoio suficiente no Congresso Nacional. Lula e Fernando Henrique tiveram pedidos de impeachment protocolados durante seus respectivos mandatos, entretanto, estes nunca foram aceitos pelo presidente da Câmara, pois eles tinham apoio da maioria dos parlamentares.

O crime cometido por Dilma foi cometido por outros presidentes e também por prefeitos e governadores, mas o que determina se um processo de impeachment seguirá adiante e um político perderá o cargo, é o seu poder de influência sobre os seus aliados.

Publicidade

Logo, se todos fossem punidos pelo crime de responsabilidade, haveria muito mais impeachment do que se pode imaginar, mas isso não acontece, pois a política é um espaço de conveniência e cada parlamentar defenderá apenas o que lhe favorecer. #Eleições 2018 #Eleições